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Seguro residencial agrada na cobertura, mas assistência e apps são criticados

Pesquisa com 1,2 mil corretores aponta 93% de avaliações positivas para coberturas básicas, enquanto assistência e canais digitais concentram insatisfação

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As coberturas do seguro residencial são bem avaliadas pelos corretores, mas a experiência com serviços de assistência e aplicativos das seguradoras ainda deixa a desejar. É o que mostra a primeira edição da PMC Residencial, pesquisa do Sindicato dos Corretores de Seguros do Estado de São Paulo (Sincor-SP).

As coberturas básicas tiveram o melhor desempenho do levantamento, com 93% de avaliações positivas — 46% classificadas como excelentes e 47% como boas. Na outra ponta, os serviços de assistência e os aplicativos concentraram os maiores índices de avaliações regulares ou ruins.

O levantamento consultou 1.216 corretores de seguros (pessoas físicas e jurídicas) ativos no estado de São Paulo, o que equivale a 11% dos 10.642 filiados da entidade. A amostragem possui uma margem de erro de 2,7 pontos percentuais.

Como cada participante avaliou até seis companhias com as quais opera com frequência (registrando uma média de 4,3 seguradoras por corretora), a pesquisa compilou 5.287 avaliações individuais em oito aspectos.

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Os dados consolidados de mercado foram apresentados publicamente, enquanto os relatórios que menciona desempenhos individuais foram enviados em caráter confidencial às 28 seguradoras mapeadas na pesquisa.

Porém, as empresas mais citadas pelos corretores por frequência de operação foram:

Avaliação por critérios operacionais

A agilidade na emissão de cotações registrou 88% de opiniões positivas (39% excelentes e 49% boas), acompanhada pelas coberturas acessórias, com 92% de aprovação (35% excelentes e 57% boas).

O comissionamento pago pelas seguradoras foi considerado satisfatório por 89% dos participantes (30% excelentes e 59% bons). Já o atendimento comercial voltado aos corretores obteve 78% de aceitação positiva (34% excelente e 44% bom), mas acumulou 18% de avaliações regulares e 4% ruins.

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A rapidez no pagamento de indenizações somou 80% de aprovação (23% excelentes e 57% boas), além de 18% de menções regulares e 2% ruins. O desempenho contrasta com os dados da versão anterior do levantamento focada no setor automotivo, na qual a liquidação de sinistros (ocorrência do risco previsto no contrato) figurou como o aspecto mais criticado pelos profissionais.

Segundo Francisco Galiza, consultor de Economia e responsável técnico pelo estudo, “o objetivo é que esse seja um elemento de planejamento estratégico das companhias, para que elas possam melhorar o atendimento aos corretores”.

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Assistência e serviços digitais lideram queixas

Apesar do saldo geral positivo, a qualidade dos serviços de assistência técnica e o funcionamento das plataformas digitais concentraram os maiores índices de reprovação.

A assistência prestada aos segurados foi avaliada como regular por 24% dos corretores e como ruim por 5%, totalizando 29% de reprovação parcial ou irrestrita. Apenas 20% consideraram o serviço excelente.

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No segmento de tecnologia, a qualidade dos aplicativos das seguradoras registrou 28% de insatisfação, dividida em 23% de avaliações regulares e 5% ruins. O índice de excelência para a ferramenta digital ficou em 16%, o menor resultado entre todos os critérios analisados no estudo.

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Victória Anhesini
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