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SÃO PAULO – O seguro de vida é o que mais tem riscos declinados, segundo informa o presidente do Sincor-SP (Sindicato dos Corretores de Seguros de São Paulo), Mário Sérgio de Almeida Santos.
Os riscos declinados nada mais são do que a recusa de cobertura pela companhia de seguros para bens que têm risco de sinistralidade considerado alto. De acordo com Santos, a conduta prejudica o setor e faz com que muitas pessoas desistam de ter uma apólice de seguro.
“O setor precisa se ajustar. Há casos em que a recusa é entendida, porém, há muitos sem explicação (…) As seguradoras precisam adequar mais os seguros”, diz.
Riscos declinados
No caso do seguro vida, a recusa de cobertura quase sempre envolve a idade avançada do segurado ou o fato dele trabalhar em áreas consideradas de risco, como a de piloto de avião.
“Apesar da expectativa de vida do brasileiro ter melhorado, ficando em torno de 75 anos, ao completar 60 anos, o segurado já encontra dificuldade de conseguir fazer um seguro. Nesta idade, ele ainda está trabalhando, ficando mais exposto a riscos. Além disso, as seguradoras têm medo do desemprego, pois, aos 60, caso a pessoa fique desempregada, ela tem mais dificuldade de se recolocar, atrasando o pagamento do seguro”, explica.
Além do seguro de vida, é comum encontrar recusa de cobertura para algumas situações envolvendo o seguro residencial, como inundação e alagamento, e o seguro de automóvel, quando envolve motocicletas populares.