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Segurado pode gastar até 40% da moto com seguro

Custo é maior nos modelos menos potentes, pois motos são usadas para trabalho; cerca de 63% destas motos sofrem algum tipo de acidente

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SÃO PAULO – As seguradoras estão cobrando cada vez mais pelos seguros de motocicletas, especialmente no caso das motos mais populares, de motor abaixo de 250 cilindradas. Enquanto o seguro de uma moto de maior cilindrada é de 10% do valor da moto, no caso das motos menos potentes, esse valor pode chegar a 40%.

Maior risco justifica diferença

Segundo as seguradoras a diferença do preço se justifica devido ao diferente perfil dos motoristas, que no caso das motos mais potentes em geral, é de homens na faixa de 40 anos, que usam a moto apenas como hobby.

Em comparação, nas motos de menor cilindrada predominam os motoboys, que usam a moto como instrumento de trabalho, e, portanto têm um perfil de risco maior. As motos de baixa cilindrada respondem por cerca de 95% da frota nacional, sendo que as de 125 cc respondem por 90% deste universo.

Diante do aumento do desemprego, muitas pessoas optam pela compra deste tipo de moto, cujo valor varia entre R$ 4 mil e R$ 7 mil, como forma de garantir sua subsistência. Para se ter uma idéia da diferença nos custos das apólices, enquanto o seguro de uma Harley Davidson Electra Glide Road King é de 6% de seu valor de mercado, ou seja, R$ 3.828, o seguro de uma Honda CBX 250 Twister sai por R$ 2.974, o que equivale a 41% do valor do bem.

Além do maior perfil de risco dos motoristas, as motos de baixa cilindrada são mais visadas para assalto. Segundo estimativas da Sul América, cerca de 35% das motos de baixa cilindrada são roubadas, enquanto 28% sofrem colisões, ou seja, cerca de 63% das motos deste tipo sofrem algum tipo de acidente, o que acaba encarecendo o produto. Apesar de não existirem estatísticas nacionais de roubos e acidentes, as seguradoras estimam que Rio de Janeiro, São Paulo e Campinas concentram mais da metade dos casos.

Rastreador pode ser opção

Em geral, quem tem motos de maior potência opta pela instalação dos mecanismos de rastreamento. Uma das empresas que atua no segmento é a Graber, que usa equipamento conectado à rede de satélite de localização GPS, transmitindo dados por linha de telefonia móvel.

Com um custo de instalação de mais de R$ 3 mil, o sistema é usado nas motos mais potentes. Segundo o gerente de marketing da empresa, Robson Tricarico, o índice de recuperação é de 100%. A gerente de marketing da Ituran, Adriana Neves, não concorda com as estimativas. A empresa, que atuava no setor, optou por abandonar o segmento devido ao baixo índice de recuperação das motos, que segundo a gerente é de apenas 25%.