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SÃO PAULO – Após divulgar o aumento da taxa de devolução de cheques de 2,94% para 3,13% entre agosto e setembro, a Telecheque revelou nesta quinta-feira (20) que o segmento de vestuário, pelo segundo mês, lidera o ranking com uma taxa de devolução de 6,87%, mais que o dobro da taxa média do País.
O setor, além de sofrer com os calotes de forma mais intensa, viu a taxa de devolução de cheques crescer 1,08 ponto percentual frente a agosto (5,79%), e expressivos 2,39 pontos percentuais diante de setembro de 2004 (4,48%).
Calçados e roupas infantis também enfrentam o problema
Outros dois segmentos também apresentaram taxa de inadimplência superior à média nacional: calçados esportivos (6,76%) e roupas infantis (4,86%). Além do nível elevado, as taxas nestes setores sofreram ajustes acentuados de um ano para cá.
No caso dos calçados, a taxa atual é 1,45 ponto percentual maior que a de agosto (5,31%) e 3,14 pp superior à de setembro do ano passado (3,62%). Por sua vez, o segmento de roupas infantis, assistiu um aumento de 1,7 p.p. na taxa de devolução de cheque de setembro frente a agosto (3,16%), isso sem falar que na comparação com setembro de 2004 a taxa mais do que dobrou (2,15%).
De acordo com o vice-presidente da Telecheque, José Antônio Praxedes Neto, estes segmentos historicamente apresentaram nível de inadimplência acima da média nacional, entretanto, devido ao aumento do endividamento do consumidor, os indicadores acabaram aumentando ainda mais no último mês.
Melhores desempenhos
Por outro lado, outros setores apresentaram desempenho menos crítico em setembro. Em lazer, por exemplo, a taxa ficou em 0,71%, a menor dentre todas analisadas, embora o indicador tenha subido frente a agosto (0,54%) e setembro de 2004 (0,41%).
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Em segundo lugar está o segmento de óticas, com inadimplência de 1,55% em setembro, acima do indicador de agosto (1,48%), porém menor que a taxa observada um ano antes (1,92%).
Finalmente, com a terceira melhor colocação, o comércio de automóveis sofre com inadimplência de 1,88%, situação pior que a do mês anterior (1,44%) e que setembro do ano passado (1,77%).
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