Saúde: problemas com seu convênio? Talvez seja hora de mudar!

Há operadoras que oferecem planos econômicos, de forma que a migração pode ocorrer dentro da própria empresa

Publicidade

SÃO PAULO – O fim do ano está se aproximando e muitos consumidores começam a fazer uma espécie de retrospectiva de suas vidas financeiras. Como nesta época do ano as despesas tendem a aumentar, o mais comum é que os consumidores remanejem seus gastos e os planos de saúde normalmente são alvo das mudanças.

Procurando um plano mais barato

Este tipo de problema é relativamente comum. Afinal, em uma situação inesperada, como desemprego, por exemplo, o orçamento tende a ficar mais apertado e inevitavelmente alguns gastos entram para a lista de contenção de despesas, entre eles, o plano de saúde.

Por outro lado, abrir mão da assistência médica pode não ser a melhor saída, pois não é preciso de muito para saber a situação calamitosa da saúde pública em nosso País. Sendo assim, a migração para planos mais simplificados e, conseqüentemente mais baratos, acaba se tornando a melhor saída em um primeiro momento.

Migração pode ser vantajosa dentro da própria empresa

O ideal mesmo não é nem procurar uma empresa com planos mais baratos. Isso porque, apesar de você não saber, a sua própria operadora pode oferecer alternativas bastante econômicas. Além disso, ao trocar de plano na mesma operadora, as carências que já foram cumpridas serão mantidas, uma vez que neste tipo de mudança não poderão ser exigidas novamente.

Outra vantagem em buscar alternativas dentro da própria operadora diz respeito às propostas que poderão ser oferecidas. Isto porque existem empresas que mantêm programas para não perderem um cliente em dificuldades financeiras. Um exemplo disso é a isenção de algumas mensalidades até que o cliente consiga um novo emprego. Mas os benefícios poderão ser diferenciados entre cada operadora.

Obviamente, se o cliente deseja pagar menos por um plano de saúde, mas não abre mão da assistência médica particular, deve estar ciente de que as opções de planos mais baratos incluem o oferecimento de menos benefícios, tal como uma menor rede credenciada de atendimento, menos opções de hospitais, padrão de conforto inferior (ex: de apartamento passa para enfermaria), não inclusão de obstetrícia etc. Portanto, deve-se abrir mão apenas do que for considerado menos importante.

Continua depois da publicidade

Mudando de operadora

Agora, se mesmo após ter buscado alternativas dentro da operadora, o cliente decidiu mudar também de empresa, então os cuidados deverão ser redobrados e a pesquisa terá que ser muito mais minuciosa.

Acontece que a legislação não exige que as operadoras “comprem” a carência cumprida em outra empresa, o que pode ser uma desvantagem para quem tem doença pré-existente, como os cardíacos, por exemplo. Neste caso, a espera para ser coberto é muito longa, de forma que a migração pode não valer a pena.

Por outro lado, as operadoras têm interesse em conquistar novos clientes de outras operadoras, de forma que se o cliente mencionar que deseja mudar de operadora, poderá conseguir uma negociação mais favorável a ele.

Continua depois da publicidade

Em casos como este, é comum que a nova operadora ofereça um tempo de carência diferenciado, menor do que o normal. Para garantir que o mesmo será cumprido, é imprescindível registrar o que ficou combinado no contrato do novo plano. Boa sorte!