Santander preocupa com carteira de crédito e baixa rentabilidade

De acordo com a análise das corretoras Ativa e Coinvalores, perspectiva é relativamente negativa

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SÃO PAULO – Um baixo crescimento na carteira de crédito e a pior rentabilidade entre grandes bancos deixam o Santander (SANB11) em uma situação relativamente negativa após apresentar seu resultado na última quarta-feira (27), segundo as corretoras Ativa e Coinvalores.

Enquanto todo o sistema financeiro ampliou a quantidade de capital efetivamente emprestado em 22,3% no mês de junho, na comparação ano a ano, a operação brasileira do banco espanhol apresentou um crescimento de 17% da carteira gerencial. A Ativa acredita que essa diferença é uma mostra de que o Santander teve perdas em fatia de mercado durante o segundo trimestre deste ano.

Inadimplência
Apesar de o próprio banco atribuir às medidas governamentais de contenção ao crédito o aumento na inadimplência, a Coinvalores acredita que, ao se manter muito exposto aos segmentos pessoa física e pequenas e médias empresas – que trouxe a maior alta na carteira – na hora de emprestar, o Santander corre o risco de ver essa taxa mais elevada.

Entre abril e junho, o índice subiu de 6,1% para 6,7%, na comparação trimestral. A maior parte das dívidas que deixaram de ser pagas pelos clientes são aquelas que venceram há mais de 90 dias.

Rentabilidade
No balanço divulgado, o Santander mostra que o retorno sobre o patrimônio líquido se manteve em 18%, praticamente o mesmo na comparação trimestral e na anual. Entre grandes bancos como Banco do Brasil, Bradesco e Itaú Unibanco, por exemplo, essa relação fica acima dos 20%.

Ativa e Coinvalores observam este índice como bastante abaixo da média do setor, podendo trazer impactos negativos para os ativos do banco.

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Alta nos gastos
As duas corretoras não veem com bons olhos o crescimento nas despesas do Santander. Os gastos com pessoal subiram 15,3% no período, frente aos mesmos meses de 2010. A Coinvalores, porém, acredita que os atuais esforços de expansão do número de agências, que podem trazer mais receitas no futuro, contribuíram significativamente para esse aumento.

Outro destaque negativo, para a Ativa, foi o aumento do “colchão” de provisões contra possíveis calotes, as despesas de provisão para crédito de liquidação duvidosa. Os custos dessa economia de ativos chegou a R$ 2,30 bilhões no segundo trimeste, contra R$ 2,05 bilhões entre janeiro e março deste ano, uma forte alta de 11,8%. 

Mantenha os papéis
Com a leve decepção no balanço do Santander, a Coinvalores acredita que os investidores já comprados devem manter as ações do banco, reduzindo assim sua recomendação. O preço-alvo sugerido pela corretora é de R$ 23, o que implica em um upsdide de 55,40% ante o fechamento da véspera.