Reclamações fundamentadas crescem 10% em 2007, mostra Procon

Áreas de Serviços Essenciais, Produtos e Assuntos Financeiros são destaques de geração de problemas

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SÃO PAULO – A Fundação Procon de São Paulo recebeu, no ano passado, 22,8 mil reclamações fundamentadas de consumidores, mostrando avanço de quase 10% sobre as cerca de 20 mil verificadas em 2006. A proporção de problemas atendidos pelas empresas chegou a 63% do total em 2007, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (14).

A área de Serviços Essenciais (água, telefonia, luz etc) foi a que registrou o maior número de reclamações, com 31,12% do geral, seguida de perto pela de Produtos (móveis, eletrônicos, vestuário etc), com 29,98%. O setor de Assuntos Financeiros (bancos, cartões de crédito, financeiras etc), veio logo atrás, com 25,07%.

Comparativo

Saúde (planos de saúde, cosméticos medicamentos etc), Habitação, Alimentos e Serviços Privados apresentaram as menores porcentagens. Veja, na tabela abaixo, a comparação das informações entre 2006 e 2007:

Reclamações fundamentadas
Setor Em 2006 Em 2007
Serviços Essenciais 27,35% 31,12%%
Produtos 26,89% 29,98%
Assuntos Financeiros 18,15% 25,07%
Serviços Privados 22,87% 10,20%
Saúde 2,54% 2,81%
Habitação 0,58% 0,60%
Alimentos 1,62% 0,22%

Fonte: Procon-SP

Principais problemas

Dentre os três setores mais reclamados, conforme o Procon, as principais denúncias registradas foram as seguintes:

  • Serviços essenciais: os destaques se referem principalmente ao setor de telefonia fixa. Dentre eles, foram citadas cobranças por serviços solicitados e não atendidos e informação concedida de forma errada para a contratação de planos de minutos que não condiziam com o perfil de consumo do cliente;
  • Produtos: os campeões foram os celulares, que apresentaram defeitos e falta de peças para reposição. “As assistências técnicas credenciadas, muitas vezes, não são capazes de resolver o defeito. Quando conseguem, extrapolam o prazo determinado pelo Código de Defesa do Consumidor, de 30 dias e, em geral, o telefone volta a apresentar o mesmo problema pouco tempo depois”, continuou a entidade;
  • Financeiros: problemas com cartão de crédito lideraram as reclamações do segmento. Questões como segurança e agressividade das operadoras na hora de ofertar o produto são os principais temas que geram conflitos. “A insegurança do serviço revela-se nas transações não reconhecidas, compras lançadas em faturas e não efetuadas pelo consumidor, em alguns casos gerados após a perda ou extravio do cartão”, disse o Procon, adicionando que as administradoras normalmente se recusam a efetuar a devolução dos valores, alegando que a comunicação de perda, extravio, furto ou roubo do cartão não foi imediato, ou se deu fora do prazo.