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SÃO PAULO – Os cartões de loja – também conhecidos como private labels – são uma das apostas para a manutenção do crescimento, na ordem de 20%, do mercado dos meios eletrônicos de pagamentos. Foi a essa conclusão que, por unanimidade, chegaram especialistas da Redecard, Visanet e GetNet Tecnologia durante debate realizado no 2º Congresso do Mercado Brasileiro de Meios Eletrônicos de Pagamentos, na última terça-feira (16).
“Quando o plástico recebe uma bandeira de cartão de crédito, dinamiza ainda mais o mercado, olhando em um cenário de curto, médio e longo prazos”, explicou o presidente da Visanet, Antonio Luiz Rios da Silva. O entendimento é que esse processo de “ampliação” do alcance do plástico de marca própria leva consumidores de classes mais baixas, como C, D e E, ao sistema eletrônico.
Em números
Dados da Abecs (Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços) mostram que são quase 420 milhões de cartões em circulação no País. Desse total, 30% são private labels, 47% de débito e 21% de crédito.
Ocorre que a emissão dos plásticos de marca própria é mais elevada que as dos demais, comprovando a entrada de faixas menores favorecidas ao mercado:
| Desempenho dos cartões | ||
| Modalidade | Quantidade | Crescimento sobre o ano anterior |
| Crédito | 88 milhões | 19% |
| Débito | 197 milhões | 8% |
| Private label | 132 milhões | 20% |
Fonte: Abecs/agosto
O presidente da VisaNet lembrou que existem hoje cerca de 30 bandeiras de privale labels, algumas com alcance estadual e outras já sendo aceitas nacionalmente. Por outro lado, conforme a Abecs, quase 90% de todo o mercado de cartões é concentrado em apenas duas delas.
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Importância da tecnologia
“Precisamos atuar com uma tecnologia suficiente para garantir a massificação do sistema”, afirmou o presidente da Redecard, Anastácio Ramos, lembrando a “criatividade” dos bancos brasileiros. “Trabalhamos com a melhor tecnologia do mundo, e padrões de segurança acima da média mundial”, disse.
Na avaliação de José Renato Hopf, presidente da GetNet, a questão da tecnologia é vista de forma diferente. “Ela, em si, não alavancou, mas sim o uso do que está disponível”, opinou, afirmando que o mercado precisa utilizar o sistema adequado para cada necessidade. “Então é isso o que levará à massificação do sistema”, afirmou.
Silva contou ainda que, em visita ao Brasil, um representante norte-americano na Visa, ao ver o sistema de bandeiramento dos private labels disse que os Estados Unidos estavam “na idade da pedra” no que diz respeito a esse assunto. “Temos um dos sistemas mais avançados do mundo”, comemorou.