Posso quitar um financiamento com consórcio? Vale a pena? Saiba mais!

Especialista explica quando é possível (e vantajoso) e como funciona o processo da troca de uma operação pela outra. Saiba mais

Carla Carvalho

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Com a Selic em dois dígitos, é cada vez maior a procura por alternativas de crédito mais baratas, seja para uma nova tomada de recursos ou para mudar o perfil de uma dívida que já existe. Nesse contexto, a ideia de quitar um financiamento com consórcio passa a ser atraente se compararmos os juros bancários com as taxas médias das administradoras.

Para entender se é possível (e se vale a pena) trocar uma operação por outra e demais aspectos sobre o tema, o InfoMoney conversou com Luiz Antonio Sacco, CEO da Mycon Consórcios. Confira a seguir os principais aspectos destacados pelo gestor.

É possível quitar um financiamento com consórcio?

Sim, é possível. Inclusive essa prática pode ser bastante vantajosa e tem sido cada vez mais adotada por quem deseja se livrar dos juros altos de um financiamento, segundo Luiz Sacco.

No entanto, existem algumas condições para isso, como:

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Qual o passo a passo para a estratégia?

Via de regra, o processo de quitação de um financiamento por consórcio percorre as seguintes etapas:

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Leia também: Como escolher o melhor consórcio? 5 pontos para avaliar antes de contratar um

Como se dá a quitação do financiamento na prática?

O cliente não recebe o dinheiro em mãos, pois o valor vai diretamente para o banco que detém o financiamento.

Depois da contemplação, a administradora transfere o valor da carta de crédito para a instituição financeira fazer a liquidação total ou parcial da dívida. Por sua vez, o prazo para liberação dos recursos depende do tempo de análise da documentação, mas normalmente ocorre em algumas semanas após a contemplação e aprovação do uso da carta.

Fiz um consórcio para liquidar meu financiamento. Tenho que pagar parcelas das duas operações ao mesmo tempo, ou posso imediatamente trocar a dívida?

Se o cliente tiver uma carta de crédito contemplada, pode liquidar o financiamento e seguir pagando somente as parcelas do consórcio.

Porém, se a contemplação ainda não ocorreu, deverá continuar pagando as duas operações simultaneamente.

“A ‘troca da dívida’ só ocorre após a contemplação. Até lá, não é possível substituir imediatamente uma operação pela outra”, explica Luiz Antonio Sacco.

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Vale a pena trocar financiamento por consórcio?

Uma das situações nas quais a troca pode trazer vantagens, segundo o CEO da Mycon, é quando os juros da dívida atual são mais altos, visto que o consórcio é uma operação mais barata do que financiamentos de forma geral.

“Se ainda existe muito tempo de financiamento pela frente, o consórcio também pode valer a pena, para reduzir o montante de juros a pagar no futuro. Se o valor do consórcio for menor do que o custo total do financiamento, ou se o orçamento estiver comprometido e a intenção é reduzir parcelas mensais, também pode ser vantajoso fazer a troca”, diz Sacco.

No entanto, antes de tomar a decisão, é importante simular ambos os cenários (seguir com o financiamento ou quitá-lo), para comparar os valores e o impacto no orçamento familiar, alerta o gestor.

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Outros aspectos importantes a considerar 

Se a ideia é pagar menos, o consórcio acaba sendo mais vantajoso. Na modalidade não há cobrança de juros, o que reduz consideravelmente o custo total da operação em comparação ao financiamento.

Por outro lado, tem taxa de administração e é preciso entender que a contemplação pode demorar, e isso pode atrapalhar o planejamento de quem tem urgência para quitar um financiamento.

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“A quitação via consórcio também é uma alternativa à utilização do FGTS no crédito imobiliário, oferecendo mais flexibilidade e redução de custos no médio e longo prazo. Mas a estratégia é indicada para quem consegue manter as parcelas até a contemplação. Por isso, é fundamental fazer um planejamento”, alerta Luiz Antonio.