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SÃO PAULO – Na hora de comprar a prazo, os brasileiros se preocupam mais com o valor da parcela e, conseqüentemente, com o alongamento dos prazos – que permite prestações menores – do que com os juros que incidem sobre o financiamento. Esta é uma das conclusões do estudo elaborado pelo professor do Ibmec São Paulo, Domingos Rodrigues Pandeló Junior.
Ainda de acordo com o levantamento, considerando o comportamento dos consumidores, para reduzir a demanda por crédito e evitar o excesso do endividamento, seria mais eficaz reduzir os prazos do que elevar a taxa de juros.
Ou seja, “considerando as pessoas físicas, não basta apenas aumentar a Selic para conter a demanda por crédito, pois a maior preocupação dos tomadores são os prazos e não às taxas de juros”, afirma a pesquisa. O levantamento conclui então que, para um controle eficaz da inflação, o aperto monetário tem de ser acompanhado por maior disciplina do crédito, em relação aos prazos.
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A pesquisa ainda afirma que as pequenas e médias empresas brasileiras são poucos sensíveis a alterações das taxas de juros de operações de curto prazo, já que possuem um elevado custo financeiro e experimentam uma inserção frágil no mercado.
E, ao contrário do que se imagina, o estudo afirma que as empresas apresentam baixa racionalidade econômica na tomada de empréstimos, principalmente em operações de curto prazo, como conta garantida.
Essa situação é tida como preocupante, já que uma maior pressão financeira na estrutura de custos das empresas tende a fazer com que as taxas de retorno caiam num primeiro momento, podendo inclusive viabilizar a operação da companhia nos médio e longo prazos.