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SÃO PAULO – O aumento da oferta de crédito está aquecendo o consumo interno no Brasil. A análise foi feita pelo ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Paulo Bernardo, nesta quinta-feira (13).
As mudanças no setor da Construção Civil, como a redução dos tributos e a Lei de Falências, foram citadas pelo ministro como fatores que ajudaram a “alavancar o crédito imobiliário”. Só a Caixa Econômica Federal (CEF) deve investir cerca de R$ 18 bilhões este ano entre empréstimos para o setor e financiamento de novas moradias.
Otimismo
A empolgação é tanta, que ele já espera um incremento de 4,5% no Produto Interno Bruto (PIB) em 2006, apesar das perspectivas mais modestas dos especialistas de mercado e de instituições financeiras, que estimam crescimento de apenas 3,60%. Ele aposta nesse crescimento também em função do tranqüilo ano eleitoral, que não vem sofrendo com especulações negativas, como na eleição presidencial passada.
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Ao mesmo tempo, a disputa de poder vem obstruindo a pauta de votações da Câmara e atrasando a aprovação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que deveria ter sido avaliada no final de junho, conforme determinação constitucional.
Mas nem isso é capaz de abalar o otimismo de Bernardo. “Passadas as eleições de outubro próximo o diálogo será retomado”.
As informações são da Agência Brasil.