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SÃO PAULO – A inadimplência tende a ser maior no início do ano, quando o acúmulo de gastos com o pagamento de impostos, gastos com férias e educação, isto sem falar, nas prestações de compras da época do Natal, levam muitos consumidores a atrasar o pagamento de algumas contas, ou simplesmente, emitir cheques sem fundo.
Entretanto, a forte perda do poder aquisitivo na segunda metade do ano passado pode ter levado muitos consumidores a adotar uma postura mais conservadora com os gastos, cortando possíveis excessos do orçamento de forma a evitar ficar no vermelho nesta época do ano.
Tendência esta que seria reflexo não só do forte aumento da inflação, mas, sobretudo, dos aumentos praticados na taxa de juros básica da economia, que desde outubro do ano passado subiu de 18% ao ano para os atuais 26,5% ao ano. Assim sendo, a inadimplência acabou seguindo uma tendência distinta neste início de ano, como se pode constatar pela queda no número de cheques sem fundo durante o mês de fevereiro.
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Queda é maior com relação a janeiro
A constatação se baseia nos resultados de um levantamento da empresa CheckOK, especializada em soluções de segurança para meios de pagamento. Segundo o estudo, o volume total de cheques sem fundo teria caído 5,23% em fevereiro quando comparado com o mesmo período no ano passado.
Já o recuo na taxa de devolução foi menor, uma vez que no mês passado, de cada mil cheques emitidos cerca de cinqüenta foram devolvidos, enquanto em 2002 este número era de 52 cheques devolvidos para cada mil emitidos.
A queda é ainda mais acentuada quando se comparam os resultados de fevereiro deste ano, com os de janeiro. Neste caso, a queda no volume total de cheques devolvidos foi de 12,68%, sendo que no primeiro mês do ano a taxa de devolução era de 53 cheques devolvidos para cada mil emitidos.