Nada de Pix? Cartão de crédito é o preferido nas compras online, diz Mastercard

Mesmo assim, empresa estuda se aliar ao Pix, desenvolvendo soluções que o utilizem como meio de pagamento

Maria Luiza Dourado

Publicidade

Apesar da crescente popularização do Pix, o cartão de crédito segue na liderança das transações feitas no Brasil no meio online. Foi o que revelou a Pesquisa de Hábitos do Consumidor realizada pela Mastercard, divulgada nesta quinta-feira (29). O levantamento foi feito com 9.489 pessoas (800 brasileiros) em 14 países entre os dias 1 e 19 de novembro de 2023.

Segundo o estudo, o cartão de crédito foi o meio de pagamento de 69% das compras online feitas no Brasil. Em compras físicas, a taxa foi de 33%. Globalmente, a pesquisa apontou que 64% das compras presenciais foram feitas com o cartão de crédito e 38% com o débito.

Para os consumidores, a segurança (33%) é o principal ponto observado, seguido de conveniência (32%) e aceitação (30%) são os principais critérios para escolher um meio de pagamento no online. Na compra física, eles destacaram a facilidade na aceitação do meio de pagamento (42%), a conveniência (36%) e a velocidade (35%).

Aula Gratuita

Os Princípios da Riqueza

Thiago Godoy, o Papai Financeiro, desvenda os segredos dos maiores investidores do mundo nesta aula gratuita

E-mail inválido!

Ao informar os dados, você concorda com a nossa Política de Privacidade.

Cartão x Pix

Um levantamento recente da Febraban, divulgado em fevereiro de 2024, com base em dados divulgados pelo Banco Central, mostrou que os brasileiros movimentaram via Pix R$ 17,18 trilhões no ano inteiro de 2023, um aumento de 57,8% comparado a 2022. O número de transações ultrapassou 41,8 bilhões, 74% maior que no ano anterior.

Com mais modalidades sendo implementadas, como o Pix automático e o Pix no Crédito, o meio de pagamento instantâneo ganha força na concorrência com os cartões, reconhece Marcelo Tangioni, presidente da Mastercard Brasil.

“Cada uma fortalece o Pix, naturalmente. Passa a ser uma opção interessante para varejistas e consumidores. Isso traz desafios, mas também oportunidades, considerando nosso grande conhecimento em meios de pagamento. Temos dois papéis: competir com o Pix, mas queremos participar desse negócio também”, disse em evento promovido nesta quinta pela emissora de cartões em São Paulo.

Continua depois da publicidade

Parceria Mastercard e Pix?

A Mastercard estuda desenvolver soluções que utilizem o Pix como meio de pagamento. Ao InfoMoney, Leonardo Linares, vice-presidente sênior de soluções para clientes, afirmou que as pesquisas sobre potenciais soluções que envolvam o Pix são norteadas por situações de uso, como pagamento de meios de transporte e transações entre pessoas físicas. “Existem oportunidades para aportarmos valor no Pix, pela penetração em transações que a marca tradicionalmente não participa”, disse.

Os executivos enfatizaram que a marca empreenderá esforços na modalidade Click to Pay (clique para pagar, em português), uma via expressa de pagamento online. Trata-se de uma opção de pagamento do e-commerce, junto às demais já conhecidas. Nela, o usuário informa seu e-mail, passa por um rápido processo de autenticação e faz o pagamento no check-out de lojas online sem precisar digitar dados do seu cartão de crédito, débito ou pré-pago, concluindo a compra em poucos cliques.

Além disso, os executivos afirmaram que haverá fortalecimento na divulgação do cartão de débito. “As pessoas presam por segurança e o cartão de débito é extremamente seguro. *Apesar do volume transacionado no cartão de débito ter diminuído no ano passado, o número na quantidade de transações aumentou. Colocaremos mais esforço na divulgação dos benefícios do cartão de débito”, disse Linares.

*Errata: versão anterior deste texto informava que o número de transações com cartão de débito haviam diminuído e o volume das transações, aumentado, no ano passado. Na verdade, o número de transações aumentou e o volume, caiu.

Maria Luiza Dourado

Repórter de Finanças do InfoMoney. É formada pela Cásper Líbero e possui especialização em Economia pela Fipe - Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas.