Publicidade
SÃO PAULO – De grão em grão, a galinha enche o papo e o cofrinho consegue juntar R$ 1 bilhão. É essa a estimativa apresentada pelo Banco Central sobre o total de moedas que está fora de circulação no País por ter sido esquecida no bolso da calça ou em algum canto da casa. Conforme a instituição, o dinheiro de metal soma uma total aproximado de R$ 6 bilhões.
Atrapalhando as vendas
De acordo com o Diário do Comércio, a ausência de moedinhas de R$ 0,05 e R$ 0,10 no caixa é o pesadelo dos comerciantes. “Geralmente, ofereço uma bala ou um chiclete em troca ou arredondo a conta para baixo”, afirmou Marcelo Mogrão Abrantes Belo, proprietário do Barão do Café, localizado no centro de São Paulo.
A dona do restaurante Stock, na mesma região, Eliana Borges, adota outras estratégias para driblar a falta de troco. “Negocio com vários clientes e substituo por crédito no restaurante. Isso garante meu estoque no caixa”, contou.
InfoMorning
Informações, análises e recomendações que valem dinheiro
Não vale menos
“Por causa da estabilidade da economia e da resistência dos brasileiros em manipular o metal, as moedas ficam guardadas ou acabam se perdendo “, afirmou o chefe do Departamento de Meio do Meio Circulante do BC, João Sidney de Figueiredo Filho.
O executivo explicou que, em 2006, o BC colocou no mercado um suplemento de 1,13 bilhão de moedas de 1 centavo a R$ 1. De janeiro para cá, foram mais 60 milhões de unidades.
De acordo com ele, a população precisa entender que o dinheiro de metal facilita o troco e que não vale menos que a cédula.
Continua depois da publicidade
“Até o fim deste ano, colocaremos outro 1,03 bilhão de moedas nas ruas. Mas não adianta colocar tudo isso, se elas não circulam”, comentou Figueiredo Filho. O custo do BC com a emissão de moedas chega a R$ 180 milhões por ano.