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SÃO PAULO – O volume de crédito emprestado deverá crescer 25% este ano, de acordo com dados divulgados nesta quinta-feira (10) pela Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade). O avanço é esperado mesmo com uma previsão de continuidade no aumento das taxas de juros.
Os dados mostram que o volume total de crédito de R$ 1,044 bilhão em dezembro do ano passado passará a R$ 1,150 bilhões em dezembro de 2008. Desta maneira, a participação do crédito no PIB (Produto Interno Bruto) passará de 36,5% para 40%, percentual igual ao utilizado nas projeções do Banco Central.
Por serem linhas com menor risco de inadimplência, o financiamento habitacional, de veículos e o crédito consignado serão destaques no volume emprestado deste ano.
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Taxa de juros
“Assim sendo, em 2008, os consumidores podem esperar um forte crescimento no volume emprestado, convivendo, porém, ainda com taxas de juros em patamares elevados”, diz a pesquisa da Anefac.
Os juros sobem, segundo a associação, na mesma proporção da taxa Selic, devido aos dados sobre inflação. A taxa média de juros cobrada nos financiamentos à pessoa física passou de 7,29% mensais em maio para 7,33% ao mês em junho de 2008.
“O aumento das taxas de juros ficou exatamente dentro do patamar da elevação da taxa básica, que foi de 0,04 ponto percentual”, diz o coordenador da pesquisa e vice-presidente da Anefac, Miguel José Ribeiro de Oliveira.
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O uso do crédito
A Anefac orienta aos consumidores que prestem atenção no uso do crédito, para que ele não gere futuros problemas ao orçamento. A associação lista algumas recomendações com relação ao crédito para o consumidor:
- Primeiro, organize sua vida financeira para saber quais são suas reais necessidades, considerando sempre sua renda disponível: seus gastos devem caber dentro do salário;
- Quando da contratação de um financiamento pesquise sempre a taxa de juros e demais acréscimos;
- Evite comprometer demasiadamente seu orçamento com dívidas; empréstimos de longo prazo que embutem custos maiores; e entrar no rotativo do cartão de crédito e do cheque especial que possuem as maiores taxas de juros;
- O cheque especial não é renda e deve ser utilizado por um período curto e emergencial. Se tiver necessidade de usar este limite por um período maior, procure a sua instituição financeira e faça um empréstimo pessoal (que tem custos menores) para liquidar o cheque especial.