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SÃO PAULO – Mesmo com a crise, os consumidores do País não deixaram de consumir produtos médico-hospitalares. A constatação foi feita pelo presidente da Abimo (Associação Brasileira de Artigos e Equipamentos Médicos, Odontológicos, Hospitalares e de Laboratórios), Franco Pallamolla.
O faturamento do setor cresceu 5% no ano passado. Segundo ele, esse índice prova que a “demanda pelos produtos e bens essenciais não declinou durante a crise”. Ele participou de Congresso sobre saúde suplementar, realizado em São Paulo.
“O risco do desemprego incentivou a utilização de serviços disponíveis pelos planos de saúde”, afirmou a economista Maria Cristina Sanches Amorim, durante o encontro. “As pessoas conveniadas aproveitam para realizar o maior número possível de consultas e exames enquanto podem”.
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Crise e Saúde
Os bons números do setor apresentados no ano passado também são fruto da alta do dólar. “Contamos com a injeção de novos investimentos estrangeiros e passamos a ter uma posição mais competitiva devido à valorização do câmbio”, contatou Pallamolla.
O 14º Congresso Latino-Americano de Serviços de Saúde deste ano, realizado entre os dias 2 e 5 deste mês, refletiu os impactos da crise sobre o setor de saúde. Hoje, o setor corresponde a 8% do PIB (Produto Interno Bruto) e gerou nos últimos doze meses mais de 45 mil empregos.
Vendas crescem
Um dos pontos que demonstram que os consumidores não deixaram a saúde de lado é o índice de vendas de medicamentos.
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Somente os genéricos registraram alta de 3,46% nos primeiros quatro meses deste ano, frente ao mesmo período do ano passado, de acordo com a Abafarma (Associação Brasileira do Atacado Farmacêutico).
Foram mais de 52 milhões de medicamentos vendidos no período pelo atacado.