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SÃO PAULO – O mercado de seguros e de previdência privada deve crescer 10% neste ano, de acordo com o superintendente recém-empossado da Susep (Superintendência de Seguros Privados), Paulo dos Santos.
Segundo ele, o brasileiro tem cada vez mais visto os seguros e a previdência como uma forma de planejamento financeiro, o que foi ressaltado pelo período de crise econômica mundial, “que levou as pessoas a pensarem no futuro”.
Mas os reais fatores que contribuem para isso, em sua opinião, são o aumento da renda e da educação no Brasil. “Não estou tirando a importância da crise, mas acho que isso é resultado de um longo processo que o País vem vivendo e esse processo finaliza com a preocupação cada vez maior do brasileiro em relação ao seu futuro”, explicou.
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Ele afirmou que os mercados supervisionados no Brasil passaram pela crise de uma maneira bem mais tranquila do que grande parte dos países do mundo, devido às regras conservadoras da Susep.
Seguros
A perspectiva positiva em relação aos mercados ainda se sustenta pela realização de grandes eventos esportivos no Brasil, o que deve alavancar o mercado de seguros. De acordo com Santos, se analisados em termos absolutos, os seguros direcionados a grandes obras e para infraestrutura devem ser o carro-chefe no Brasil nos próximos anos.
“A função básica da Susep, mais do que regulamentar, visualizar, autorizar, é ser um elemento indutor de expansão do mercado, e para isso nós temos uma série de oportunidades que estão chegando. Temos um PAC 2 sendo aprovado e temos uma expectativa boa em relação a investimentos em termos de Copa do Mundo e de Olimpíadas, falando de 2014 e de 2016”, explicou.
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Além disso, em termos quantitativos ou de pessoas cobertas por seguros, sua aposta como carro-chefe é no segmento de microsseguros, devido à expansão da renda das classes mais baixas.
Em relação ao microsseguro, ele disse ser importante destacar que não é só um seguro mais barato e voltado para a baixa renda, porque isso já existe no mercado. ”Ele teria regras específicas para torná-lo mais simples e, portanto, mais barato e se pleiteia algum tipo de benefício fiscal para poder tornar o custo mais atraente”, ressaltou.