Publicidade
SÃO PAULO – As pessoas que utilizam o transporte público para ir ao trabalho ou estudar já notaram o aumento das tarifas de ônibus em 15% – de R$ 2 para R$ 2,30 – e de metrô e trens em 9,5% – de R$ 2,10 para R$ 2,30. Já a integração do bilhete único passou de R$ 3 para R$ 3,50.
Além desses, existe um outro serviço de transporte que sofrerá aumento das tarifas: o dos táxis. Isso porque o prefeito da cidade de São Paulo, Gilberto Kassab (PFL), enviou à Câmara Municipal, nesta quinta-feira (30), decreto que visa a reajustes nos preços.
Reajuste de preços
De acordo com o Departamento de Transportes Públicos, os preços dos táxis foram reajustados pela última vez em setembro de 2003, e o Sindicato dos Motoristas de Táxi de São Paulo reivindica aumento de 37% com alegação de defasagem dos preços.
InfoMorning
Informações, análises e recomendações que valem dinheiro
No entanto, o prefeito autorizou aumento de 14,46% para táxis das categorias comuns e luxo e de 14,65% para apenas luxo, considerando uma corrida de 7,24 quilômetros.
O cálculo leva em conta parâmetros de 10 horas diárias de trabalho, com 54.300 quilômetros rodados, velocidade equilíbrio de 20,50 quilômetros por hora, com 1,5 corrida por hora e 40% de ociosidade.
Os números estão abaixo da inflação indicada pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC-Fipe) – que mede variação de preços em São Paulo -, de 15,03%, e do índice setorial de transportes, de 30,44%, registrados entre os meses de setembro de 2003 e outubro passado.
Continua depois da publicidade
O outro lado
O aumento foi concedido aos taxistas, mas, em contrapartida, os sindicatos do setor assinaram termo de compromisso com a Secretaria Municipal de Transportes para melhorar os serviços na cidade. Além disso, eles devem realizar pesquisas sobre a qualidade dos serviços prestados e implantar mecanismo de ajuda às pessoas com necessidades especiais.
O acordo entre os sindicatos e a secretaria ainda inclui o desenvolvimento de projetos para melhorar a segurança de motoristas e passageiros, reduzir a ociosidade no sistema, combater a clandestinidade, criar modelos diferenciados e reajustar o modelo de tarifas.