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SÃO PAULO – A crise financeira internacional trouxe como efeito a diminuição do crédito e dos níveis de emprego. Contudo, o atual cenário de recessão econômica também resultou em uma população mais consciente financeiramente, ajudando, assim, a conter o avanço da inadimplência.
A conclusão é da Fecomércio-RJ (Federação do Comércio do estado do Rio de Janeiro), que realizou pesquisa em mil domicílios de 70 cidades brasileiras, incluindo nove regiões metropolitanas, e observou que, no último mês de abril, 90% das pessoas não possuíam prestações em atraso.
O número é dois pontos percentuais maior ao apurado no quarto mês do ano passado, quando 88% dos entrevistados alegavam não terem prestações atrasadas. No que diz respeito às faixas de renda, hoje, 95% das pessoas da classe AB, 90% da DE e 88% dos pertencentes à classe C dizem não terem contas atrasadas.
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Tipo de dívidas
Entre os 10% que admitem possuírem alguma prestação atrasada, a maior parte (60%) refere-se a dívidas no carnê. Neste caso, os consumidores da classe DE são os que mais devem: 65%.
Em seguida, estão os das classes C e AB, com 59% e 54%, respectivamente. Na tabela abaixo, é possível verificar o tipo de dívida, o percentual total e em cada faixa de renda.
| Tipo de prestações em atraso | ||||
| Dívida | Total | AB | C | DE |
| Carnê | 60% | 54% | 59% | 65% |
| Cartão de Crédito | 19% | 9% | 26% | 6% |
| Empréstimo pessoal | 6% | – | 5% | 9% |
| Empréstimo em financeira | 5% | 25% | 5% | – |
| Habitacional | 4% | – | 3% | 8% |
| Cheque especial | 2% | – | 4% | – |
| Cheque pré-datado | 2% | 10% | 2% | – |
Fonte: Fecomércio-RJ