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Longevidade e aumento da renda média estimulam consumo de seguros

Para superintendente da Susep, seguros de vida e previdência privada têm grande potencial de crescimento

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SÃO PAULO – A economia brasileira atravessa um momento de boas oportunidades. Uma delas é para o setor de seguros, reconhece o superintendente da Susep (Superintendência de Seguros Privados), Armando Vergílio. Para ele, a estabilidade e o crescimento econômico, além das mudanças ocorridas na sociedade, como o aumento na expectativa de vida, devem estimular o mercado de seguros, sobretudo os de vida e a previdência.

Vergílio observou na quinta-feira (27), durante a abertura do Fórum Nacional de Seguro de Vida e Previdência Privada, promovido pela Fenaprevi (Federação Nacional de Previdência Privada e Vida), que o aumento do número de idosos e a migração de uma grande massa de mais pobres para a classe média são vistos pela Susep como um desafio. Caberá ao mercado trabalhar para a criação de novos produtos e soluções para atender aos novos consumidores de seguros.

Seguros para baixa renda

Um dos avanços já apontados pelo superintendente é a popularização do seguro de vida. “Conseguimos aumentar a base de consumo, antes restrita às classes A e B”, afirmou, segundo veiculado pela Fenaseg. Ele informou ainda que uma comissão criada no âmbito da Susep se encarregou de definir o conceito de microsseguro e indicar seu público-alvo.

O microsseguro, conforme definido pela comissão, será oferecido à faixa da população cujos ganhos estiverem por volta de um a três salários mínimos, ou seja, a população de baixa renda.

Novos produtos

A Susep tentará convencer os técnicos da Receita Federal em Brasília a respeito dos benefícios para a população e o Governo dos dois novos produtos propostos pela Fenaprevi nas áreas de saúde e educação.

O PreviSaúde é a proposta que isenta de tributos os resgates utilizados para pagamento de despesas médicas. O produto para a educação é o PreviEducação, que isenta de tributos os resgates destinados ao pagamento de curso superior. Segundo o atuário da Susep, Alexandre Penner, os produtos “tiveram boa acolhida em Brasília, até o momento”.

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Previdência privada

Na opinião de Patrick Larragoiti, primeiro vice-presidente da Fenaseg (Federação Nacional de Seguros Privados e de Capitalização) e presidente da SulAmérica, o momento atual é favorável ao mercado de seguros e de previdência privada.

“A inflação está controlada, houve aumento de renda para as camadas de menor poder aquisitivo do País e, além disso, o índice da economia informal caiu significativamente. Esses são fatores econômicos que vão demandar produtos financeiros, de seguros e de previdência”, disse o executivo, que participou do painel Reflexões sobre as macrotendências do setor de vida e de previdência privada, na visão do segurador.