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Juros cobrados nos seguros de automóveis estão abaixo do cheque especial

Fenacor revela que as maiores seguradoras chegam a cobrar entre 3% e 3,5% sobre os parcelamento em dez meses

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SÃO PAULO – Levantamento realizado pelo consultor da Federação Nacional dos Corretores de Seguros (Fenacor), Francisco Galiza, sobre os juros cobrados no mercado de seguros revelou que as taxas praticadas pelas empresas são inferiores àquelas encontradas no mercado financeiro.

Taxas variam entre 3% e 3,5% ao mês

Os juros cobrados pelas seguradoras no parcelamento dos seguros do ramo de veículos, principal segmento de negócios do mercado, ainda são elevados, ficam entre 3% e 3,5% ao mês. Entretanto, na comparação com a taxa média cobrada no cheque especial, que no mês de maio ficou em 9,77%, a taxa acaba sendo bem mais interessante para o consumidor.

Para que fosse realizado o estudo, a Fenacor levou em consideração as taxas cobradas pelas maiores seguradoras do mercado, que respondem, juntas, por cerca de 70% do total arrecadado com a venda de seguros de automóveis em todo o país. Vale lembrar que as taxas analisadas se referem ao parcelamento do valor do seguro em dez prestações.

Taxa de juros zero

Galiza ressalta que as taxas aumentam à medida que o parcelamento do prêmio é alongado. Isto é, quem decide pagar o seguro do automóvel em mais de dez prestações está sujeito a taxas de juros mais elevadas.

Por sua vez, os parcelamentos menores, em até quatro prestações, por exemplo, costumam estar isentos de juros. Segundo o consultor, esta prática está sendo adotada por muitas empresas. Ao realizar o estudo, foi constatado que a cada 11 empresas analisas, oito oferecem taxa zero nestas condições de pagamento.

Considerando uma taxa de 3,5% ao mês, por exemplo, o seguro de um automóvel na faixa de R$ 1.000, parcelado em dez prestações ficaria em R$ 1.202,41. Se neste caso o proprietário do automóvel optasse pelo parcelamento sem juros, em até três vezes, economizaria R$ 202,41 em seu orçamento.

Seguradoras aceitam até pré-datado

As formas de pagamento adotadas pelas seguradoras também estão bastante facilitadas, de forma que é possível pagar o seguro tanto através de carnês, como por meio de cartão de crédito, débito direto em conta bancária e até mesmo cheques pré-datados. No caso dos boletos (carnês) o valor do seguro acaba sendo um pouco maior devido às tarifas bancárias que são cobradas.