Índices de inadimplência caem pelo oitavo mês seguido, revela Equifax

Economia desaquecida com as altas dos juros pode elevar o nível da inadimplência em 2005, segundo pesquisa

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SÃO PAULO – Os indicadores de inadimplência caíram pela oitava vez consecutiva neste ano, na comparação entre novembro de 2003 e novembro de 2004. Os dados são da Equifax, empresa que cria soluções para gestão de risco de crédito. Os principais fatores que contribuíram para os resultados alcançados foram boa performance da economia e o crescimento de 5,3% do PIB em 2004.

Queda dos indicadores

Segundo a pesquisa, na comparação com novembro de 2003, os títulos protestados recuaram 5,8%. Foram 694.384 protestos no penúltimo mês do ano passado, contra 654.445 protestos no mesmo mês de 2004. O número de falências também teve redução, de 4,7%, passando de 1.686 em novembro do ano passado para 1.607 em novembro último.

Ainda de acordo com a Equifax, o número de cheques devolvidos também caiu: 5,4%, recuando de 2.864.567 devoluções em novembro de 2003 para 2.708.523 em igual mês em 2004. Pelos dados da pesquisa, esta é a menor quantidade de cheques devolvidos por falta de fundos desde novembro de 2000.

O assessor econômico da Equifax, João Pamplona, crê que a principal explicação para tal redução da inadimplência esteja no aumento do nível da atividade econômica, na queda do desemprego e no crescimento do faturamento das empresas.

Comportamento foi diferente na comparação com outubro

Mas notícias positivas podem ter fim em 2005. Segundo a pesquisa, os indicadores já têm fraquejado na comparação com outubro de 2004. Apesar da queda de 11,8% no número de cheques devolvidos neste período, os títulos protestados e as falências requeridas cresceram 12,5% e 6,6%, respectivamente.

Para a Equifax isto pode ser um sinal de um comportamento não tão favorável para os próxmos meses. Segundo João Pamplona, “como a renda dos ocupados tem dificuldade de recuperação, o aumento do consumo interno dos trabalhadores pode não compensar a perda de fôlego do crédito e das exportações e a economia pode ter diminuído seu ritmo de crescimento”.

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E, para engrossar o coro dos descontentes, a Equifax também considera os consecutivos aumentos da taxa básica de juros pelo Banco Central como um fator negativo. Para o economista, a sinalização de possíveis aumentos futuros dos juros pode apontar uma economia menos aquecida e, em conseqüência, com inadimplência maior.