Finanças

Inadimplência? Veja dicas para organizar o orçamento doméstico

Inadimplência dos consumidores brasileiros bate recorde no primeiro semestre de 2015

SÃO PAULO – O aumento da inflação e do desemprego vem causando o a inadimplência dos consumidores brasileiros. Dados do Serasa Experian mostram que, no primeiro semestre do ano, o número de consumidores inadimplentes aumentou 16,4% em relação ao mesmo período do ano passado.

A alta já é considerada o pior resultado dos últimos três anos e as famílias brasileiras estão com dificuldade para pagar até mesmo contas de serviços básicos como água e luz: a inadimplência não bancária registrou aumento de 10,2%. Em comparação com o ano passado, o valor médio apresentou alta de 24,6%.

O advogado especialista em direitos do consumidor e consultor financeiro, Dori Boucault, afirma que para reorganizar o orçamento doméstico é preciso fazer um cálculo total das dívidas e cortar gastos desnecessários.

“A primeira coisa a fazer quando se está endividado, é saber a quantia líquida recebida, com os descontos da folha de pagamento, e o valor total dívida. Só assim o consumidor saberá a quantia de dinheiro que está entrando e saindo de casa”, explica.

Não fazer o levantamento de todos os gastos domésticos é um dos grandes erros das famílias brasileiras. “Alguns gastos supérfluos precisam ser cortados para equilibrar o orçamento. Despesas como academia, curso de inglês, jantares e idas ao cinema, podem ser cortados e adiados para quando a família estiver bem financeiramente”.

Já para quem precisa pagar contas altas como cartão de crédito, o especialista afirma que o crédito consignado pode ser uma boa opção para liquidar de vez a dívida. “O rotativo do cartão tem os juros mais altos, com o consignado que possui juros menores, é possível saldar toda a dívida maior e assumir uma menor”.

Lembre-se que entrar nos juros rotativos do cartão pode ser uma armadilha para quem já tem contas para pagar. De acordo com o Banco Central, a taxa de juros do rotativo do cartão está hoje em 13,57%, ou 360,6% ao ano.

É importante, também, se planejar antes de adquirir qualquer coisa. O advogado orienta a fazer um questionamento antes de fazer qualquer compra. “Se pergunte se você realmente precisa daquele item naquele momento ou se pode ser adiado. Você tem outras dívidas como aluguel, água e luz., separe o seu salário em três partes: dívidas fixas, variáveis e emergenciais e lembre-se sempre de se controlar para não gastar além do que pode”.

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