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SÃO PAULO – O número de consumidores inadimplentes incluídos no SPC (Serviço de Proteção ao Crédito) caiu 1,55% em abril, na comparação com março, conforme aponta o indicador da CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) e do SPC Brasil, divulgado nesta terça-feira (10).
De acordo com o relatório, a inadimplência tradicionalmente é maior nos três primeiros meses do ano, devido às dívidas acumuladas durante as compras do Natal e ao pagamento de impostos , como IPTU e IPVA. Já a partir de abril, a inadimplência costuma recuar.
Na comparação entre abril deste ano e o mesmo mês de 2010, houve aumento de 3,5% nos registros recebidos no SPC. No acumulado do ano, a alta é de 2,24%. Entre os fatores que contribuíram para o resultado, estão o encarecimento do crédito, devido à elevação da taxa Selic, e a falta adequada de critérios para o uso do crédito mais caro nas compras com cartão e no uso do cheque especial.
Perfil
Em abril, os consumidores entre 30 e 39 anos lideraram os registros de inadimplentes no SPC, com 26,96% das inclusões. Em seguida, ficaram os clientes com idade de 40 a 49 anos (21,8%), de 50 a 64 anos (17,76%), de 18 a 24 anos (12,97%) e de 25 a 29 anos (12,9%). As pessoas com idade acima de 65 anos tiveram o menor percentual de registros, de 7,56%.
No confronto por gênero, as mulheres foram responsáveis por 55,85% das inclusões, enquanto os homens responderam por 44,15%.
Registros cancelados
Na análise dos registros cancelados no SPC Brasil, que ocorrem depois que a dívida é quitada, houve alta de 7,16% no mês passado.
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Para os pesquisadores, esse resultado se deve aos incrementos do poder de compra, como o aumento real do salário mínimo, aliado ao mercado de trabalho aquecido.
Nos cancelamentos, as mulheres voltaram a ser maioria, sendo responsáveis por 55,24% deles, contra 44,75% dos homens.
Por faixa etária, o maior volume de regularização dos débitos foi novamente dos consumidores com idade de 30 a 39 anos, com 27,55%. As outras faixas de idade, por sua vez, ficaram da seguinte forma: de 40 a 49 anos, com 22,67% dos cancelamentos, de 50 a 64 anos, com 18,72%, de 25 a 29 anos, com 12,94%, de 18 a 24 anos, com 10,45%, e acima de 65 anos, com 7,63%.