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SÃO PAULO – Em 2003, o governo lançou mão de vários pacotes de incentivo à concessão de crédito, com o intuito de impulsionar o consumo, e, conseqüentemente, a atividade da economia. Também contribuiu para esta estratégia a consistente redução da taxa básica de juros, que desde maio deste ano caiu nove pontos percentuais, de 26,5% ao ano para 17,5% ao ano.
Se o aumento do volume de concessão de créditos certamente deve ter um impacto positivo na atividade econômica, existe, por outro lado, o risco de um aumento das taxas de inadimplência.
Inadimplência pode subir em 2004
Apesar de concordar que existe o risco de aumento das taxas de inadimplência em 2004, o presidente da Serasa, Elcio Aníbal de Lucca, não acredita que o comércio deva adotar uma política mais restritiva nos crediários.
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Na opinião de Lucca, é preciso que tanto os comerciantes quanto os próprios consumidores se conscientizem de que o risco de inadimplência existe. Para tanto, ele recomenda que os comerciantes adotem uma postura mais eficiente de análise de risco de crédito, enquanto os consumidores devem buscar planejar melhor seus gastos, de forma a evitar se atolarem em dívidas.
O presidente da Serasa lembra que, de maneira geral, o brasileiro é bom pagador, portanto conhecer o histórico de crédito do consumidor antes de conceder o financiamento é o primeiro passo para se evitar inadimplência.
Do lado dos consumidores, é importante controlar os gastos neste final de ano, pois em geral o volume de despesas aumenta no início do ano e se o consumidor não se controlar é bastante fácil acabar se endividando.
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Inadimplência aumentou em 2003
Apesar do volume de concessão de crédito ter caído em 2003 com relação a 2002, os indicadores da Serasa constataram um aumento no volume de cheques devolvidos. De acordo com o levantamento da Serasa referente ao mês de outubro, o volume de cheques devolvidos a cada mil emitidos teria aumentado nas cinco regiões do país.
No acumulado dos primeiros dez meses do ano, a Serasa divulgou que foram registrados 15,7 cheques sem fundo para cada mil emitidos, no mesmo período em 2002 o número de cheques sem fundo a cada mil emitidos era de 13,9. Ainda mais relevante é a constatação de que o número de cheques sem fundo registrado no acumulado até outubro é o maior desde 1991, quando a Serasa começou a divulgar o índice.