Inadimplência nas escolas sobe em SP e pais começam a renegociar dívidas

Acerto das dívidas deve ser feito no próximo semestre, caso contrário, renovação do contrato pode ser negada

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SÃO PAULO – É cada vez maior o índice de inadimplência entre os alunos de escolas particulares de São Paulo. Se em junho do ano passado o percentual da inadimplência era de 7%, no mesmo mês neste ano este número sobe para 10,8%. Para quem se encontra nessa situação, a melhor alternativa é negociar para não correr o risco de não conseguir renovar o contrato no final do ano.

De fato, receber uma bolsa de estudos ou obter grandes descontos não é algo assim tão fácil de se conseguir, contudo, no máximo, você poderá ouvir um não como resposta. Nesse sentido, parta para a renegociação das mensalidades em atraso. Como ainda falta um semestre para o final do ano, você terá alguns meses para colocar suas contas em ordem.

Escolas reduzem preços para manter alunos

Para a escola, o interessante não é perder alunos e sim mantê-los estudando ainda que por um preço mais baixo. Isto porque a concorrência no setor é muito grande e a perda do poder aquisitivo das famílias tem feito com que estas transfiram seus filhos para escolas mais baratas.

Se você está com algumas dívidas acumuladas referentes ao primeiro semestre deste ano, saiba que a escola não poderá proibir o aluno de freqüentar as aulas até o final do ano. Além disso, não poderá haver reajuste da mensalidade e nem cobrança de matrícula até a renovação do contrato.

Segundo a assessora-técnica da diretoria-executiva do Procon, Gabriela Ribas Antonio, quando chegar o momento de renovar o contrato no final do ano, a escola então poderá se negar a manter o aluno inadimplente na escola.

Agora se nem uma renegociação ou desconto oferecido pela escola for o suficiente para equilibrar o seu orçamento, então não há escolhas a não ser mudar para uma escola mais barata. Como o preço da mensalidade tem pesado mais do que a qualidade do ensino para algumas famílias, o momento é propício para barganhar, de modo a poder continuar investindo na educação de seus filhos.