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SÃO PAULO – O número de consumidores inadimplentes incluídos no SPC (Serviço de Proteção ao Crédito) recuou 1,85% no ano que se encerrou, aponta o indicador da CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) e do SPC Brasil, divulgado nesta quinta-feira (13).
De acordo com o relatório, a queda está associada ao maior rendimento da população e à escalada da massa salarial, aliados aos 2,5 milhões de empregos formais gerados em 2010.
Esses fatores também contribuíram para o maior volume de consumo, o que explica o grande número de consultas realizadas para compras a prazo e pagamentos em cheque nos mais de 800 mil pontos credenciados pelo SPC Brasil.
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Na comparação entre novembro e dezembro de 2010, a queda foi de 4,49% nos registros recebidos no SPC. Já na comparação com dezembro do ano passado, houve aumento de 2,73%.
Perfil
Em dezembro, os consumidores entre 30 e 39 anos lideraram os registros de inadimplentes no SPC, com 26,45% das inclusões. Em seguida, ficaram os clientes com idade de 40 a 49 anos (21,67%), de 50 a 64 anos (17,66%), de 18 a 24 anos (13,76%) e de 25 a 29 (13,26%). As pessoas com idade acima de 65 anos tiveram o menor percentual de registros, de 6,83%.
No confronto por gênero, as mulheres foram responsáveis por 53,28% das inclusões, enquanto os homens responderam por 46,75%.
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Registros cancelados
Na análise dos registros cancelados no SPC Brasil, que ocorrem depois que a dívida é quitada, houve alta de 5,69% no ano passado, em relação a 2009.
No confronto de dezembro com o mês anterior, foi observado aumento significativo de 23,81%. Para os pesquisadores, a injeção de novos recursos, como a restituição do imposto de renda e o 13º salário, e a queda na taxa de desemprego ajudaram os consumidores a regularizar a situação financeira no período. Na comparação com dezembro de 2009, também houve alta, de 3,54%.
Nos cancelamentos as mulheres também são maioria, sendo responsáveis por 54,07% dos registros cancelados, contra 45,936% dos homens.
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Por faixa etária, o maior volume de regularização dos débitos foi novamente dos consumidores com idade de 30 a 39 anos, com 26,95%. As outras faixas de idade, por sua vez, ficaram da seguinte forma: de 40 a 49 anos, com 22,55% dos cancelamentos, de 50 a 64 anos, com 18,48%, de 25 a 29 anos, com 13,39%, de 18 a 24 anos, com 11,16%, e acima de 65 anos, com 7,2%.