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SÃO PAULO – A taxa de inadimplência dos brasileiros apresentou alta de 7,5% nos dez primeiros meses do ano, na comparação com o mesmo período de 2007, revela o “Indicador Serasa de Inadimplência Pessoa Física”, divulgado nesta sexta-feira (14). Em 12 meses findos em outubro, houve alta de 6,9%. Na passagem de setembro para outubro, o aumento observado foi de 4,9%.
De acordo com os técnicos da Serasa, a alta da inadimplência das pessoas físicas entre janeiro e outubro de 2008 refletiu a piora da capacidade de pagamento dos consumidores, devido à inflação, principalmente a dos alimentos, e o maior endividamento, com o crédito mais caro.
Os financiamentos ficaram mais caros por três motivos: a alta no IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), realizada no começo do ano para compensar a perda da CPMF (Contribuição Provisória sobre a Movimentação Financeira), as elevações da Selic e a crise financeira, que causou um problema de liquidez de crédito.
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Tipos de dívidas
Mais uma vez, as dívidas com os bancos permaneceram em primeiro lugar no ranking de representatividade: a participação desta categoria foi de 43,2% do total de vencimentos não pagos nos primeiros dez meses de 2008. No mesmo período do ano passado, este percentual era de 39,5%.
Já os débitos com cartões de crédito e financeiras ficaram com a segunda posição e 33,1% de participação, mais do que os 30,3% dos primeiros dez meses de 2007.
Cheques sem fundos e protestos
Os cheques sem fundos, por sua vez, ficaram em terceiro lugar na representatividade das dívidas, com 21,5% do total, percentual menor do que o registrado no acumulado nos dez primeiros meses do ano anterior (27,6%).
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Por último e com menor impacto no indicador, aparecem os títulos protestados, cuja proporção foi de 2,2%, inferior à do mesmo período de 2007 (2,6%).