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SÃO PAULO – Divulgado nesta sexta-feira, o Indicador de Inadimplência da Serasa – empresa especializada em informações e análises econômico-financeiras para suporte de decisões de crédito e negócios – revela que os consumidores estão menos endividados em julho deste ano que no mesmo mês do ano passado.
Embora de janeiro a julho de 2004 tenha sido registrada ligeira alta de 0,6% no índice, na comparação com o mesmo período de 2003, a Serasa destaca que, nos primeiros sete meses do ano passado, houve alta de 5,5% frente à igual intervalo de 2002.
Inadimplência cai
No sétimo mês do ano, a inadimplência da pessoa física caiu em relação ao mesmo período de 2003. O principal motivo da queda apontado pela Serasa foi “a melhora do nível de atividade econômica – verificada desde abril deste ano e que tem dado maior espaço para o consumidor regularizar suas pendências financeiras, em vez de assumir novas.
Os consumidores estariam, então, optando pelo empréstimo pessoal para pagar compromissos financeiros assumidos anteriormente. Segundo a Serasa, os maiores desafios encontrados pelos consumidores no período foram a administração e o equilíbrio do orçamento doméstico.
O destaque nesses empréstimos é para as operações consignadas em folha de pagamento,
cujas taxas situam-se próximas de 2% ao mês.
Cheques sem fundo lideram ranking de representatividade
O indicador revelou ainda que os cheques sem fundo registraram a maior representatividade na inadimplência da pessoa física em julho deste ano. Nos primeiros sete meses de 2004, os cheques devolvidos responderam por 36% do total do indicador.
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Em segundo lugar, ficou o registro de inadimplência de cartões de crédito e financeiras, com participação de 33% no total de inadimplência, o mesmo percentual de 2003.
Valor médio dos cheques sem fundo se manteve
Já o valor médio das anotações negativas de cheques sem fundo da pessoa física ficou em R$ 437 em julho de 2004. O valor médio dos títulos protestados, por sua vez, ficou em R$ 622, e dos registros no sistema financeiro foi de R$ 915. Por último, os registros de outros segmentos (cartões de crédito e financeiras), tiveram média de R$ 242.