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SÃO PAULO – A taxa de devolução de cheques por falta de fundos voltou a subir no País em setembro, ao alcançar o patamar de 1,94%, o segundo maior desde 1991, perdendo apenas para o mês de março deste ano (2,08%).
De acordo com o levantamento divulgado pela Serasa nesta quarta-feira (19), a taxa de setembro superou a de agosto (1,86%) em 8 pontos base. Esta elevação é ainda mais acentuada na comparação a setembro de 2004 (1,52%), denotando aumento de 42 pontos base.
Cheque perde espaço para cartões
Em números absolutos, foram compensados no País 157,7 milhões de cheques em setembro último, dos quais 3,1 milhões foram devolvidos frente às 3,2 milhões de devoluções notadas em agosto e 2,6 milhões em setembro de 2004.
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Os números não contradizem a elevação da inadimplência no último mês, dado que naquele período houve um número bem maior de compensações de cheques no sistema financeiro (170,7 milhões).
Conforme destaca a Serasa, a queda de 7,6% no total de compensações, diante do recuo mais modesto, de 3,1%, no volume de devoluções, afirma a tendência de uso cada vez menor de cheques, motivada pela utilização de outras formas de pagamento, como cartões de crédito e de débito.
Acumulado em 2005
De janeiro a setembro, as devoluções somaram 27,1 milhões de cheques diante do total de 1,5 bilhão de compensações, o que levou a uma taxa de devolução de 1,85% nos nove primeiros meses do ano, nível 28 pontos base maior que em igual período no ano passado, quando a taxa média era de 1,57%.
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A empresa conclui que o resultado de setembro é conseqüência também de fatores conjunturais, como o maior endividamento da população, decorrente da expansão do crédito, e a pressão sobre a renda disponível, provocada pelas elevadas taxas de juros.