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SÃO PAULO – Um dado que as operadoras de cartão de crédito nunca divulgam finalmente veio à tona. Conforme pesquisa Tracking de Cartões, feita pelo Ibope Inteligência, o nível de inadimplência dos consumidores com o plástico é de 5% – ante 18% dos clientes que estão endividados. Outros 72% afirmam estar com o pagamento em dia e 5% não quiseram ou não souberam responder.
“Apesar de não termos como fazer um comparativo, porque é a primeira vez que elaboramos esse levantamento, podemos classificar o resultado como baixo e afirmar que a proporção de não-pagadores era maior no passado”, explicou a diretora executiva de atendimento e planejamento da empresa, Laure Castelnau.
Mínimo
Conforme Laure, os endividados são subdivididos em dois grupos: aqueles que pagaram o mínimo da última fatura – ou, em outras palavras, entraram no rotativo – e compradores que desembolsaram mais do que o exigido, mas, de qualquer maneira, não conseguiram arcar com a despesa total. Nessa relação, as proporções foram de 10% e 8%, respectivamente.
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“Mas é importante lembrar que avaliamos as pessoas que estavam em atraso no pagamento no último mês. As bandeiras de cartão de crédito, por exemplo, normalmente consideram como inadimplentes consumidores que não efetuam o pagamento em três meses consecutivos”, alertou.
Por classe social
Quando analisadas as classes sociais, o índice de não-pagamento é mais recorrente entre as pessoas pertencentes à faixa D/E, o que mostra relação direta com o nível de renda e a possibilidade de pagamento. Na tabela abaixo, é possível ver o nível de inadimplência e de endividamento de acordo com essa separação:
| Por classe | ||
| Faixa | Nível de inadimplência | Nível de endividamento |
| A/B | 3% | 15% |
| C | 6% | 19% |
| D/E | 8% | 23% |
Fonte: Ibope
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A pesquisa
Para elaboração do estudo foram entrevistadas durante duas semanas cerca de 14,4 mil pessoas com 18 anos ou mais, das regiões metropolitanas de Belo Horizonte, Campinas, Curitiba, Distrito Federal, Florianópolis, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.
A pesquisa será feita freqüentemente, uma vez a cada três meses.