Publicidade
SÃO PAULO – Pesquisa realizada pelo SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito) da ACSP (Associação Comercial de São Paulo) revela que, em fevereiro de 2008, grande parte (26%) das dívidas de consumidores inadimplentes variava entre R$ 501 e R$ 1 mil.
Segundo a superintendente de Produtos e Serviços da ACSP, Roseli Garcia, a expansão da oferta de crédito e o tamanho das prestações seriam os principais motivos do endividamento do consumidor. “A maioria das pessoas tende a pensar no tamanho das prestações e não calcula o valor real que aquela compra terá em seu orçamento”, diz.
Em comparação com outubro de 2007, o número de pessoas
que devem mais de R$ 1 mil diminuiu, contudo, houve acréscimo no número de consumidores que não puderam pagar dívidas de até R$ 300:
InfoMorning
Informações, análises e recomendações que valem dinheiro
| Valor Total estimado da dívida | |||
| Valor | outubro de 2007 | fevereiro de 2008 | |
| Até R$ 300 | 14% | 19% | |
| De R$ 301 a R$ 500 | 12% | 15% | |
| De R$ 501 a R$ 1.000 | 29% | 26% | |
| De R$ 1.001 a R$ 1.500 | 23% | 20% | |
| De R$ 1.501 a R$ 3.000 | 21% | 19% | |
Fonte: SCPC
Negociação
Ainda segundo o estudo, a contratação de empréstimos pessoais e a aquisição de artigos de vestuário e de eletrodomésticos foram os principais motivos que levaram ao endividamento, sendo que 61% das pessoas devem para apenas uma empresa, 24% para duas e menos de 10% para três ou mais.
A pesquisa mostra que 59% dos entrevistados não procuraram as empresas para tentar renegociar a dívida. Entre os 41% que o fizeram, a maioria (44%) procurou as companhias de comércio, seguida pelos bancos (31%) para tentar limpar o nome.
Continua depois da publicidade
Reincidência
Após quitar os débitos 30% dos consumidores pretendem fazer compras nos meses seguintes. Os produtos mais desejados são automóveis (26%), celulares (11%) e imóveis (9%). Contudo, o risco de se endividar novamente é grande, já que, em 2007, 50% dos inadimplentes voltaram a ter problemas poucos meses depois.
Roseli Garcia alerta que o consumidor precisa ter mais consciência orçamentária. “um exercício simples de orçamento é anotar os gastos, mesmos os menores, em uma caderneta, assim, o consumidor tem maior consciência dos seus gastos e pode se planejar melhor”.
A ACSP mantém uma página com dicas para o consumidor se manter longe das dívidas: www.apoioaoconsumidor.com.br.