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SÃO PAULO – O número de consumidores inadimplentes incluídos no SPC (Serviço de Proteção ao Crédito) caiu 4,99% em fevereiro, na comparação com janeiro, conforme aponta o indicador da CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) e do SPC Brasil, divulgado nesta sexta-feira (11).
De acordo com o relatório, o resultado se deve ao crescimento do nível de emprego, aliado aos sucessivos aumentos nos rendimentos. Além disso, o baixo desempenho do comércio no início do ano contribuiu para a redução do número de registros.
Na comparação entre fevereiro deste ano e o mesmo mês de 2010, houve aumento de 10,23% nos registros recebidos no SPC. No acumulado do ano, a alta é de 0,10%. Entre os fatores que contribuíram para o resultado, está o aumento das vendas a prazo, impulsionadas pela facilidade de crédito.
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Perfil
Em fevereiro, os consumidores entre 30 e 39 anos lideraram os registros de inadimplentes no SPC, com 26,63% das inclusões. Em seguida, ficaram os clientes com idade de 40 a 49 anos (21,31%), de 50 a 64 anos (17,02%), de 18 a 24 anos (14,78%) e de 25 a 29 anos (13,30%). As pessoas com idade acima de 65 anos tiveram o menor percentual de registros, de 6,7%.
No confronto por gênero, as mulheres foram responsáveis por 55,52% das inclusões, enquanto os homens responderam por 44,48%.
Registros cancelados
Na análise dos registros cancelados no SPC Brasil, que ocorrem depois que a dívida é quitada, houve alta de 10,52% no mês passado, em relação a fevereiro de 2010.
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No confronto de fevereiro com janeiro, foi observada queda de 12,41%. Para os pesquisadores, esse resultado se deve ao fato das pessoas não priorizarem o pagamento de suas dívidas passadas em fevereiro, em função dos gastos com IPVA, IPTU, materiais e matrículas escolares.
Nos cancelamentos, os homens passaram a ser maioria, sendo responsáveis por 50,91% deles, contra 49,09% das mulheres.
Por faixa etária, o maior volume de regularização dos débitos foi novamente dos consumidores com idade de 30 a 39 anos, com 26,17%. As outras faixas de idade, por sua vez, ficaram da seguinte forma: de 40 a 49 anos, com 22,77% dos cancelamentos, de 50 a 64 anos, com 20,17%, de 25 a 29 anos, com 13,32%, de 18 a 24 anos, com 8,92%, e acima de 65 anos, com 8,63%.