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SÃO PAULO – O índice de inadimplência de financiamentos imobiliários é de 4% dos contratos, segundo a Abecip (Associação Brasileira das Empresas de Crédito e Poupança). Para que o mutuário seja considerado como devedor que não está com as contas em dia, é preciso que estejam em aberto mais de três parcelas.
E tendo em vista que a média brasileira de vencimentos não honrados com mais de 90 dias está na casa dos 7,1%, conforme o Banco Central, é possível afirmar que o índice das modalidades de empréstimo para a compra de casas e apartamentos estão em patamares razoáveis.
De qualquer maneira, é importante que haja planejamento antes da contratação de um empréstimo nesses termos – e valores – para que não haja problemas maiores.
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Amortização e entrada
Segundo José Antunes, diretor da ABMH (Associação Brasileira de Mutuários da Habitação), o primeiro passo, após a pessoa ter escolhido o imóvel, é verificar o sistema de amortização* da dívida. “É interessante que seja um que ao final do prazo não tenha saldo residual, como o Sacre [Sistema de Amortização Crescente], por exemplo. A Tabela Price deve ser evitada.
Normalmente, para conseguir o crédito, é preciso que a pessoa dê um valor correspondente a 20% do valor do imóvel como entrada. Mas é interessante que o consumidor dê o maior valor possível nesse momento, utilizando todos os recursos disponíveis.
“É bom usar dinheiro do décimo terceiro, do saldo do FGTS [Fundo de Garantia do Tempo de Serviço] e economias porque isso refletirá diretamente no gasto final”, acrescentou. Conforme o especialista, vale até mesmo morar de aluguel por mais tempo e juntar o máximo de dinheiro possível.
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Comprometimento da renda
“Outro cuidado a tomar é não comprometer mais do que 20% dos rendimentos com a prestação, porque pode acontecer alguma coisa com a economia e a prestação ficar muito alta – o que acarreta em inadimplência”, lembrou. As parcelas variáveis são atualizadas pela TR (taxa referencial) – balizador que está diretamente atrelado à taxa básica de juros da economia, a Selic (atualmente em 11,25% ao ano).
Quando a economia fica instável e a inflação sobe, a taxa de juro precisa ser majorada, como forma de desestimular o consumo. Com a Selic em patamares maiores, a TR fica igualmente maior, fazendo com que o financiamento seja reajustado para cima.
Dessa forma, a melhor opção seriam as modalidades com parcelas fixas – que possuem juros um pouco maiores, mas que trazem um conforto ao longo dos anos. “Assim a pessoa sabe quanto vai pagar em todo período”, finalizou Antunes.
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Despejo
Em caso de inadimplência, o agenciador financeiro pode pedir posse do imóvel. Segundo o especialista, é difícil falar em prazos, porque demanda todo um processo judicial, mas, em menos de um ano, o despejo dificilmente ocorre.
*o que define a forma de cálculo da prestação