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SÃO PAULO – Que as pessoas de mais idade normalmente pagam um preço maior para ter acesso a um bom plano de saúde, isto todo mundo sabe, uma vez que o valor dos planos sobe de acordo com a mudança de faixa etária do segurado.
Contudo, o que nem todas as pessoas sabem é que a diferença entre o plano de um bebê e de um senhor com mais de 70 anos pode chegar a 500%. Os dados fazem parte do levantamento realizado pelo Conselho Nacional de Saúde (CNS) com 20 operadoras de planos de saúde que atuam em São Paulo.
Planos antigos devem seguir reajustes do contrato
De acordo com o estudo, as diferenças dos percentuais de reajuste entre uma faixa etária e outra podem chegar a 164%. Já no que se refere à diferença entre a primeira faixa (0 a 17 anos) e a última (acima de 70 anos), foi detectada uma discrepância de até 500%.
Na prática, isto significa que os planos de saúde para os idosos podem custar até seis vezes mais, ou seja, no caso de um plano com mensalidade igual a R$ 100, uma pessoa enquadrada como idosa pagaria nada menos do que R$ 600 por mês para cuidar de sua saúde, valor extremamente elevado para uma pessoa que talvez sobreviva com o dinheiro da aposentadoria.
A pesquisa foi realizada levando-se em consideração apenas os planos de saúde adquiridos após 1º de janeiro de 1999, quando já vigorava a nova legislação dos planos. Contudo, isto não significa que os planos anteriores não sofrem os reajustes por mudança de faixa etária. A única diferença é que não há regras gerais para esses planos, como acontece com os atuais, de forma que vale os reajustes estipulados em cada contrato.
Pesquisar é o melhor remédio
Para quem está pensando em adquirir um plano de saúde, é importante ressaltar que os percentuais de reajustes não são gradativos, isto é, não aumentam de acordo com a idade, o que pode fazer a diferença na hora da escolha do seu plano.
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Existem empresas, por exemplo, que praticam reajustes maiores nas faixas entre 18-29 anos, 50-59 anos e 60-69 anos, enquanto as demais faixas (0-17 anos, 30-39 anos, 40-49 anos e 70 anos ou mais) sofrem reajustes menores.
Isto significa que as pessoas não devem se iludir com os reajustes iniciais baixos, pois com a idade os valores podem ser tornar impagáveis, e aí mudar para outro plano acabaria resultando em mais trabalho, como, inclusive, ter que cumprir um longo período de carência novamente.