Empreendedorismo

Guedes prevê novo programa de crédito de R$100 bi para pequenas e médias empresas do país

Apresentação do plano deve ficar para março. Antes, pasta busca aval da Casa Civil, além de alinhamento com lideranças partidárias

Por  Reuters -

Em reunião com representantes dos setores de comércio e serviços, o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que o governo lançará um novo programa de crédito voltado a pequenas e médias empresas, com potencial de liberação de R$ 100 bilhões em operações, informou o presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), Paulo Solmucci.

Segundo ele, em almoço organizado nesta quarta-feira (16) pela União Nacional de Entidades do Comércio e Serviços, o ministro afirmou que o plano pode ser apresentado nos próximos dias.

“Guedes disse que, na semana que vem, será lançado um grande programa de crédito, da ordem de 100 bilhões de reais, para empresas que vão de MEI (Microempreendedor Individual) a empresas de médio porte, com faturamento de até 300 milhões de reais por ano” afirmou.

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De acordo com uma fonte do ministério, a apresentação do plano deve ficar para março. Antes, a pasta ainda busca aval da medida pela Casa Civil, além de um alinhamento prévio com lideranças partidárias. A implementação deve depender da edição de medida provisória pelo presidente Jair Bolsonaro.

Segundo esse membro da pasta que participa da elaboração do programa, a ideia é ampliar a disponibilidade de fundos garantidores de crédito, aos moldes do FGO (Fundo de Garantia de Operações) e FGI (Fundo Garantidor para Investimentos).

O programa reuniria outros fundos, que serviriam de garantia para as operações. A avaliação é que a obtenção de garantia para liberar empréstimos e reduzir custos é um dos maiores entraves para pequenas e médias empresas.

“O programa vai alavancar em crédito aproximadamente 100 bilhões de reais, com vários fundos interligados. Nós entraremos pesado com fundos garantidores”, disse a fonte, ponderando que o valor a ser disponibilizado nos fundos ainda passa por calibragem.

O custo orçamentário da medida ainda não está definido, afirmou esse membro da pasta. Segundo o relato, nos fundos selecionados para o programa, há recursos que voltariam para os cofres do Tesouro, mas essas verbas serão mantidas onde estão para viabilizar as garantias.

No desenho do programa, o BNDES deve ser escalado para administrar fundos, assim como faz atualmente com o FGI. A Caixa, por sua vez, deve operar a parte do programa voltado especificamente a microempresários.

Procurado, o Ministério da Economia não respondeu de imediato.

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