Gasto de classes DE com compromissos financeiros cresce 46% em 2007

Pesquisa mostra que, consideradas todas as faixas de renda, o incremento foi de 21%; na classe C foi de apenas 4%

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SÃO PAULO – O gasto das famílias das classes sociais D e E com pagamento de empréstimos e juros foi o que mais cresceu, entre 2006 e 2007, dentre todas as faixas de renda: 46%. Considerando todos os brasileiros, o incremento foi de 21%.

No ano passado, as famílias destinavam, na média, quantia em torno de R$ 1.895 ao ano para honrar dívidas e pagar juros, valor que subiu para R$ 2.291 este ano. Nas classes da base da pirâmide social, por sua vez, o gasto era de R$ 985 com essas despesas em 2006 e passaram para R$ 1.442 em 2007.

Os dados fazem parte da pesquisa “Mais Consumo, Maior Condição de Vida”, divulgada na quinta-feira (08) pela LatinPanel. O trabalho ouviu 8.200 domicílios e 24 mil pessoas.

Outras classes

Os gastos com empréstimos e pagamento de juros tiveram crescimento significativo nas classes mais altas, com expansão de 34%. As famílias destinaram R$ 1.895 ao ano em 2006, valor que saltou para R$ 2.291 este ano.

A classe C parece ter mais controle financeiro, sem precisar gastar com empréstimos e o pagamento de juros. A expansão do gasto desses itens foi de apenas 4% nessa faixa social. Em 2007, os compromissos financeiros abocanharam R$ 1.792, ante R$ 1.715 no ano passado.

Controle financeiro

Os endividados podem ser classificados em três categorias: os ativos, que estão constantemente contraindo dívidas e alegam que tiveram imprevistos; o sobreendividado, que estoura o cheque especial, realiza inúmeras parcelas no cartão de crédito e ainda contrai empréstimos; e o passivo, que realmente passou por um imprevisto.

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A escritora e consultora Márcia Tolotti afirmou que educar-se financeiramente, não fazer muitas parcelas no cartão de crédito, não utilizar o cheque especial nem realizar financiamentos longos são algumas dicas para que a dívida não chegue perto.

Para conseguir “sair do buraco” e se livrar do endividamento, o primeiro passo é reconhecê-lo. Fazendo isso, crie um método de controle, como uma planilha. Coloque todos os gastos feitos numa tabela e regule suas finanças.