Financiamento para compra de materiais de construção deve aquecer o setor

Cartão de débito exclusivo promete expandir vendas e diminuir inadimplência; aquisições podem ser divididas em 24 vezes

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SÃO PAULO – Uma nova forma de financiamento para a compra de materiais de construção promete favorecer o orçamento do consumidor e aquecer as vendas da categoria.

A expectativa é que, a partir do final deste mês, seja possível comprar produtos para a construção por meio de um cartão de débito, que permitirá a divisão da fatura em até 24 parcelas descontadas mensalmente na conta corrente do cliente.

A iniciativa é fruto de uma parceria firmada entre a Abramat (Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção) e uma instituição financeira ainda não divulgada.

Facilidade

Com funcionamento similar ao de um cartão de débito convencional, os cartões para empréstimos de materiais de construção permitirão a compra de itens em qualquer loja conveniada ao serviço. Basta o consumidor definir em quantas parcelas quer quitar a aquisição e depois digitar sua senha para consolidar o processo.

A taxa de juros para esta linha de crédito ainda não foi definida, mas deve estar abaixo da média do mercado e variar de acordo com o relacionamento do cliente com o banco.

Em sua primeira fase, o novo sistema funcionará como projeto-piloto, restrito a uma região da capital paulista. Na seqüência, o cartão de débito se espalhará pelo mercado.

Benefício generalizado

De acordo com informações da Abramat, o novo mecanismo de empréstimos deve trazer vantagens para todos os envolvidos no programa.

Os consumidores passam a contar com uma linha de crédito específica para os itens da construção civil, o que proporciona condições mais favoráveis para os financiamentos. Os bancos, por sua vez, podem oferecer mais um diferencial para seus clientes, ganhando pontos no confronto com a concorrência.

Já as lojas do setor ampliam seu mercado consumidor e diminuem o risco de inadimplência, já que as instituições financeiras garantem a quitação da compra. E para suprir esta demanda em expansão, a indústria deve intensificar sua atividade, aumentando lucros e gerando empregos.