Financiamento de material de construção pelo BB e Caixa estará disponível dia 9/10

Diferença de taxa entre BB (1,98%) e Caixa (1,65%) se deve aos distintos prazos de financiamentos oferecidos

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SÃO PAULO – A partir da próxima semana quem estiver interessado em levantar um financiamento para compra de material de construção poderá recorrer à Caixa Econômica Federal e/ou ao Banco do Brasil.

Ambas as instituições anunciaram que as novas linhas aprovadas pelo Codefat (conselho deliberativo do Fundo de Amparo do Trabalhador) em julho deste ano devem estar disponíveis a partir da próxima quinta-feira, dia 9/10.

Juros da Caixa são mais baixos

Tanto o Banco do Brasil quanto a Caixa vão oferecer aos seus clientes juros bastante atrativos, de respectivamente, 1,98% e 1,65% ao mês. A diferença nas taxas se deve ao prazo de financiamento que é de 24 meses no BB e de 36 meses na Caixa. Em ambos os casos as taxas serão menores do que aquelas cobradas no financiamento à Linha Branca anunciado recentemente pelo governo, que é de 2,53% ao mês.

Outra vantagem é que a alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) é zero e o cliente tem carência de até 59 dias para o pagamento da primeira parcela. No que se refere ao limite do crédito a ser liberado, este vai depender da renda do interessado, podendo variar entre R$ 100 e R$ 10 mil. Só terão acesso à nova linha os trabalhadores que comprovarem não ter renda superior a 20 salários mínimos, ou R$ 4,8 mil mensais.

Cerca de R$ 400 milhões do FAT até o final do ano

Segundo o vice-presidente de Varejo e Distribuição do BB, Edson Monteiro, a expectativa é de que sejam colocados à disposição dos clientes os R$ 200 milhões em verbas do Fundo de Amparo do Trabalhador (FAT) até o final deste ano. Monteiro lembrou ainda que esta é a primeira vez que o BB disponibiliza uma linha de crédito com este fim específico.

Da mesma forma a Caixa pretende disponibilizar outros R$ 200 milhões para linhas desta natureza até o final deste ano, para um total de R$ 400 milhões de recursos do FAT destinados ao financiamento de materiais de construção. Apesar de bem vindo os recursos não devem ter um impacto significativo no faturamento do setor, segundo informou o presidente-executivo da Associação dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco), Cláudio Conz.

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Entretanto, ele lembra que ao somar os recursos mais recentes do BB aos recursos já disponibilizados por outras instituições como a Caixa Econômica Federal, Bradesco, Nossa Caixa e Banco do Brasil, não há dúvidas de que o impacto será bastante positivo para o setor, uma vez que somados, os recursos devem injetar algo em torno de R$ 1,2 bilhão no setor neste ano.