Final de ano: 38% das pessoas estavam pagando dívidas em outubro

No mesmo mês de 2006, metade das pessoas entrevistadas pelo Pulso Brasil estava pagando empréstimo ou financiamento

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SÃO PAULO – Neste final de ano, os brasileiros estão mais sossegados em relação às dívidas do que no mesmo período de 2006. Isso porque, enquanto em outubro do ano passado 50% das pessoas entrevistadas pela pesquisa Pulso Brasil disseram que estavam pagando algum empréstimo ou financiamento, no décimo mês de 2007 esta proporção foi de 38%.

O levantamento, realizado pela Ipsos a pedido do Ciesp e da Fiesp, aponta que a classe C é a mais endividada, com 45% das pessoas que disseram estar pagando algum empréstimo ou financiamento. Em seguida, estão a AB (41%) e a DE (31%).

As pessoas mais endividadas estão nas regiões Norte e Centro-Oeste do País, com 64% dos pesquisados que disseram possuir débitos pendentes. No Sudeste, são 40%, enquanto no Sul são 35% e no Nordeste, 26%.

Modalidades

A modalidade campeã entre os endividados é a prestação em loja e financiamento de produto, com 77% das respostas em outubro deste ano, mesmo percentual do ano passado. Em seguida, estão o empréstimo bancário, com 21% das respostas, e ambos, com 2%.

A maior parte dos empréstimos é paga com carnê no banco ou débito em conta, com 55% das respostas dos mil entrevistados. O restante é descontado da folha de pagamento, com o crédito consignado.

Menos dívidas

A pesquisa ainda mostrou que 32% dos entrevistados estão sem possibilidade nenhuma de contrair dívidas, enquanto 31% se mostraram menos à vontade para aderir a empréstimos ou financiamentos.

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A classe social mais à vontade para contrair débitos é a AB, com 30% das respostas. A menos à vontade, por sua vez, é a C, com 32%. Com relação à região do país, os sulistas se consideram mais aptos a aderir a empréstimos e financiamentos (24%) e os residentes no Norte e Centro-Oeste estão menos à vontade (43%).

Vilões

A chegada do final do ano representa mais gastos para as famílias brasileiras, já que as pessoas costumam aproveitar as férias e comemorar datas como o Natal e o Ano Novo. Diante deste contexto, o cartão de crédito e o 13º salário podem se transformar em vilões para o orçamento doméstico.

Com o dinheiro “extra” em mãos, as pessoas logo pensam em sair gastando, atitude totalmente equivocada para quem possui débitos pendentes, por exemplo.

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“No geral, as pessoas costumam primeiro consumir do que pagar as dívidas, o que está errado. Elas devem pagar as dívidas, consumir o que é de necessidade e, o que sobrar, devem investir”, disse, de acordo com o Instituto Akatu, o supervisor do escritório do Dieese de São Paulo, José Silvestre Prado de Oliveira. A atitude previne que as dívidas aumentem ainda mais de valor.