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SÃO PAULO – Disposto a fazer de tudo para ingressar na faculdade de seus sonhos, você prestou vestibular em um grande centro urbano e passou. Com isso, os gastos que eram com as mensalidades e os livros, passam também para moradia, alimentação, lazer e transporte.
Para morar, o mais indicado é alugar um apartamento, mas com fácil acesso aos principais meios de transporte e das universidades, para não ter que gastar mais com locomoção. Seo destino for a cidade de São Paulo, por exemplo, o melhor é optar por bairros como Vila Mariana, Butantã e Cidade Universitária.
Segundo levantamento do Creci-SP (Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo), o preço do aluguel de um apartamento de um dormitório em um dos bairros mencionados acima varia entre R$ 413,33 e R$ 568,85, dependendo da localização.
República
Caso a intenção seja de dividir o lar com mais pessoas, o aluguel nestas mesmas regiões para um apartamento de dois quartos fica entre R$ 652,14 e R$ 857,07. Não se esqueça do condomínio, da conta de luz, de telefone e do gás.
Lembre-se também do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano). Com exceção do imposto, aluguel e condomínio, que são gastos fixos, os demais valores (luz, gás e telefone) tendem a oscilar proporcionalmente ao número de moradores no imóvel.
Gastos com alimentação
Ao sair de casa, a realidade é que o universitário terá que cozinhar sozinho ou sair para comer. Na geladeira, deve-se conter alimentos básicos. Mantendo o exemplo de São Paulo, o último levantamento realizado pelo Procon mostrou que a cesta básica custava R$ 238,91.
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Este valor tende a diminuir se você raramente come em casa, mas as despesas com restaurante, em contrapartida, aumentam. Almoçar fora todos os dias tem um peso grande no orçamento. Quando opta por um restaurante fast food, os brasileiros costumam gastar um valor médio de R$ 11,42, o que equivale a R$ 228,40 mensais, de acordo com a ABF (Associação Brasileira de Franchising).
A quantia, por sua vez, pode ser diminuída se você optar por locais mais populares, como os famosos “bandeijões” das universidades.
Transporte
O estudante pode utilizar o transporte coletivo pela metade do preço, o que diminui o peso da locomoção no orçamento. O problema maior é quando ele possui um carro, o que significa gastos com combustível, imposto, seguro, manutenção e estacionamento.
Neste caso, pesquisa feita pelo Ibmec mostra que, diante da prestação, gastos com estacionamento, combustível, imposto sobre propriedade de veículos automotores (IPVA), manutenção, seguro, entre outros, no fim das contas, rodar 30 quilômetros por dia de carro custa pouco mais de R$ 1,77 mil mensais.
O combustível utilizado para o levantamento foi a gasolina, com preço médio do litro estipulado em R$ 2,5.
Lazer
Não é apenas de casa e comida que vivem os estudantes. Eles também saem à noite, vão ao cinema, teatro e exposições e acabam gastando para se divertir. Quando a família mora em cidades próximas, este costuma ser o destino nos finais de semana, mas mesmo assim o gasto existe: com a passagem de ida e volta.
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Ser estudante, por sua vez, possui uma vantagem: pagar meia-entrada, o que representa uma grande economia no fim do mês. Os gastos com lazer variam muito, o que dificulta o cálculo. Ir a uma casa de show pode custar algo em torno de R$ 30 para o estudante, cuja entrada inteira fica por volta de R$ 60.
Estudar fora exigirá bastante dinheiro, mas não existe uma fórmula exata para calcular o montante que será gasto todo mês pelo estudante. De qualquer forma, a família deve elaborar uma planilha de custos de acordo com seu orçamento.