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Facilidades e inovações impulsionam crescimento do uso de cartões em 2009

Apesar da desaceleração da economia, empresas devem manter esforços para garantir crescimento do setor de cartões

SÃO PAULO – Novos produtos e facilidades criados pelas empresas devem incentivar o crescimento dos meios eletrônicos de pagamentos, sobretudo os cartões, mesmo com o desaquecimento da economia. A estimativa, feita para o ano de 2009, consta em relatório da Link Investimentos.

A corretora estima que, embora haja consenso quanto à perda de ritmo de crescimento da economia brasileira para o próximo ano, as empresas do setor de cartões devem manter esforços para incentivar o uso de meios eletrônicos de pagamentos.

Novidades

Algumas das medidas já adotadas envolvem a criação de novos serviços, como por exemplo o “Compre e Saque”, da Redecard, que permite ao cliente realizar saque nos caixas de lojas ao fazer uma compra com cartão.

Outro projeto é o de compartilhamento de terminais, segundo o qual o lojista pode utilizar apenas um terminal para o processamento de transações feitas por cartões de diversas bandeiras. Com a inovação, os comerciantes poderão reduzir custos e burocracias, permitindo assim um aumento no número de estabelecimentos credenciados.

Obstáculos ao crescimento

Entretanto, apesar dos esforços, o efeito de migração dos pagamentos em dinheiro e cheque para os meios eletrônicos ainda não ocorreu totalmente, conforme descreve o relatório. Segundo dados do Banco Central, em 2004, os cartões de crédito e débito somados eram responsáveis por 36% dos pagamentos no Brasil, número que, atualmente, está ao redor de 50%.

Além disso, o projeto de lei aprovado pelo Senado em 14 de outubro pode ser um entrave para o aumento na penetração do pagamento via cartão. Segundo a proposta, os lojistas poderão cobrar preços diferenciados para a venda de bens ou prestação de serviços pagos em cartão de crédito em relação ao preço à vista. Esta diferença nos preços pode desestimular o uso dos cartões.

A proposta ainda deve ser enviada à Câmara dos Deputados, necessitando também da aprovação presidencial.