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SÃO PAULO – A educação financeira pode ser uma grande aliada para o sucesso do microsseguro. A conclusão é de especialistas que participaram da sessão 11 do último dia da 7ª Conferência Internacional de Microsseguros, ocorrida nesta semana no Rio de Janeiro.
De acordo com os especialistas, os projetos educacionais, contudo, geralmente levam mais tempo para serem implementados do que o inicialmente previsto, devido à necessidade de entender uma nova realidade de consumidores, pouco atendidos mundialmente pelas instituições financeiras.
Experiências positivas
Na ocasião, representantes de vários países deram exemplos de programas bem-sucedidos implantados em suas comunidades.
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Na Colômbia, por exemplo, o tema educação financeira é obrigatório há mais de cinco anos, sendo utilizadas ferramentas como o teatro e a interatividade para o melhor entendimento da população sobre o assunto e o aumento da absorção da mensagem.
No país, explica a integrante do Centro de Informação da Microinsurance Innovation Facility, Sarah Bel, “os bancos são obrigados a investir em educação financeira”.
Já no Quênia, conforme publicado pelo site Viver Seguro da CNSeg (Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada, Saúde Suplementar e Capitalização), o programa de rádio foi eleito a melhor maneira de divulgar o seguro entre a população de menor renda.
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“Noventa por cento da população obtém informações pelo rádio, tornando a relação custo/benefício a mais indicada para difundir a educação financeira”, contou a diretora de pesquisa do Microfinance Opportunities, Elisabeth McGuinness.
Brasil
Rádio, teatro, telenovela e cinema foram algumas das ferramentas encontradas para introduzir o tema da educação financeira no projeto Estou Seguro, implementado no Morro Santa Marta, no Rio de Janeiro.
Segundo a diretora da CNSeg, Maria Elena Bidino, o programa também contou com a participação de pessoas da comunidade, habilitadas para difundir o seguro no local.
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Em pesquisa realizada pela Confederação com moradores do Santa Marta foi identificado que 87% da população local jamais cogitaria fazer um seguro, por conta do preço e desconhecimento.
“Nossa mensagem ainda é introduzir o conceito de seguro, mostrando para a população que ele não é só para rico e também não é caro como pensam. Nossa mensagem é fazê-los entender que há um produto que cabe no bolso deles e que vai protegê-los num momento de dificuldade como a morte ou invalidez”.