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Educação financeira: brasileiros querem aprender a lidar com o dinheiro

O interesse dos brasileiros por conhecimentos financeiros manteve-se em alta no primeiro semestre de 2008

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SÃO PAULO – O aumento da renda do brasileiro, o fácil acesso ao crédito e a informação e curiosidade da população têm levado as pessoas a buscar, cada vez mais, alternativas para fazer o “dinheiro” crescer.

No ano passado, quando a Bolsa de Valores de São Paulo apresentou resultados bastante positivos, o número de investidores de varejo – pessoas físicas – que apostaram no mercado de renda variável mais que dobrou, crescendo quase 108%, passando de 219.634 em dezembro de 2006 para 456.557 ao final de 2007.

Dados da Bovespa apontam que os investidores pessoa física já somavam 528.768 em julho deste ano.

Diante de todo esse interesse, tem aumentado, também, a busca pelo aprendizado, ou seja, as pessoas estão “investindo” mais na educação financeira.

Conhecimento em alta

O interesse dos brasileiros por conhecimentos financeiros manteve-se em alta no primeiro semestre de 2008. A BM&FBOVESPA atendeu 147,3 mil pessoas de todo o País, que participaram de cursos, palestras e visitas monitoradas. O número já representa 54% do total de 2007, quando ficou em torno de 270 mil.

De acordo com a BM&FBOVESPA, o aprendizado é procurado por pessoas que pretendem criar uma cultura de poupança e de formação de patrimônio e buscam conhecimentos sobre finanças pessoais, hábitos de poupança e tipos de investimento.

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No entanto, nos seis primeiros meses do ano, segundo a instituição, a maior parte dos interessados (94,6 mil) no Espaço Educacional BM&FBOVESPA buscava informações sobre o funcionamento dos mercados de ações e derivativos.

De pai para filho… e vice-versa

Com o objetivo de disseminar a educação financeira, chegou ao Brasil, em 2006, o The Money Camp, programa que surgiu nos Estados Unidos e visa proporcionar conhecimentos em relação à vida financeira para jovens, crianças e adultos, independentemente da classe social.

Uma das motivações da iniciativa é ensinar crianças e adolescentes a tornarem-se adultos financeiramente independentes para que, futuramente, possam escolher as melhores maneiras de administrar suas finanças.

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“A partir do momento em que a criança começa a pedir por coisas, já podemos considerar que devemos iniciar a educação financeira”, ressaltou a diretora executiva responsável pela Money Camp no Brasil, Silvia Alambert.

Para os adultos, um dos desafios é orientar sobre a melhor forma de não cair em armadilhas de longos financiamentos, juros de cartões de crédito e várias outras formas de endividamento, além de entrar nos quatro pilares da administração do dinheiro – ganhar, gastar, investir e compartilhar.

“A educação financeira deve servir como ferramenta para a formação consciente do cidadão com relação à linguagem do dinheiro e tipos e formas de investimento”, acrescentou.

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Preocupação do Governo

Grupo de Trabalho criado pelo Coremec (Comitê de Regulação e Fiscalização dos Mercados Financeiro, de Capitais, de Seguros, de Previdência e Capitalização) para desenvolver uma proposta de Estratégia Nacional de Educação Financeira lançou o site www.vidaedinheiro.gov.br.

O objetivo do portal é, num primeiro momento, reunir as experiências de iniciativas de educação financeira já existentes no Brasil, formando, com isso, um grande inventário nacional dessas ações.

Além disso, o grupo, coordenado pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários) e composto por representantes do Banco Central, Susep (Superintendência de Seguros Privados) e SPC (Secretaria de Previdência Complementar), pretende definir uma proposta de política pública voltada para a educação financeira de toda a população.

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Para isso, segundo a proposta do grupo, serão realizadas iniciativas estratégicas para perceber o nível de conhecimento da população brasileira, quando o assunto é finanças pessoais e investimentos.