Divórcios aumentam no Brasil: como cuidar das finanças depois do “baque”

Além das despesas que o fim de um casamento impõe, é preciso encarar que a vida financeira sofrerá algumas mudanças

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SÃO PAULO – As dissoluções dos casamentos no Brasil, por meio de separações judiciais, em 2005, aumentaram 7,4%, em relação a 2004, retomando uma trajetória de crescimento gradativo. Os dados fazem parte da Síntese de Indicadores Sociais, divulgada nesta sexta-feira (28) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas).

A maior parte das separações judiciais concedidas foi de natureza consensual (76,9%). Por outro lado, em relação às separações judiciais não-consensuais, 45% delas foram resultantes de conduta desonrosa ou grave violação do casamento requeridas pela mulher e 13,3% das separações não-consensuais concedidas foram requeridas pelo homem.

Outros 40% das separações não-consensuais concedidas, em 2005, tiveram como fundamento da ação a separação de fato do casal.

Região

Levando em consideração as regiões, na Sudeste, houve a maior elevação nos número de divórcios, de 21,8%, em 2005 comparando com o ano anterior. Em seguida, aparece o Norte, com crescimento de 17,8%.

Nas regiões Nordeste, Sul e Centro-Oeste, as variações ficaram abaixo da média nacional: 15%, 5,8% e 2,9%, respectivamente.

Também nas estatísticas sobre divórcios no Brasil, em 89,5% dos casos, a responsabilidade pelos filhos foi concedida às mulheres. O patamar mínimo observado foi de 80,6%, no Acre, e a maior proporção ocorreu no Rio de Janeiro (94,8%).

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Fazendo as contas

Por mais que muitas pessoas passem por esta situação nos dias de hoje, ninguém está pronto para o fim de um casamento. Além do desgaste emocional, existe outra conseqüência que poucos levam em consideração: o verdadeiro “baque” no orçamento doméstico.

Além da divisão de bens
e das despesas que o fim de um casamento impõe, como os serviços de um advogado, é preciso encarar o fato de que a vida financeira sofrerá algumas mudanças a partir de agora: dependendo do caso, deverá arcar com a pensão alimentícia dos filhos e desembolsará uma quantia considerável, mesmo morando sozinho.

Na ponta do lápis

Sendo assim, que tal dividir algumas despesas com seus pais? Ponha na ponta do lápis: conta de água, luz, telefone, condomínio, TV a cabo, gás, aluguel ou financiamento do imóvel. Isso sem falar na necessidade de ter alguém para manter o local em ordem, ou mesmo nas despesas periódicas com a manutenção do local.

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Pense que tudo isso poderia ser dividido por dois, ou até mesmo por mais pessoas, dependendo do tamanho de sua família. Com a economia, você pode reorganizar sua vida, seu orçamento, fazer planos para o futuro, investir no seu aperfeiçoamento profissional ou mesmo dar os primeiros passos no planejamento da sua aposentadoria.

Na barra da saia?

Não tome essa postura como acomodada, muito menos pense que está se escondendo “na barra da saia” da sua mãe… Lembre-se de que, em certos momentos da vida, é recomendável um recuo estratégico.

Sendo participativo em família, esta será uma excelente oportunidade de apoiar seus pais, estreitar a convivência, resgatar alguns momentos esquecidos e se estruturar emocionalmente.

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Lembre-se: emoção e finanças andam juntas. Bom recomeço!