Dívidas: penhor é opção para pagar as contas de janeiro

Valor do financiamento está limitado a 80% do valor do bem, sendo que as taxas cobradas são bem mais baixas devido ao menor risco de inadimplência

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SÃO PAULO – Nesse começo de ano, os consumidores que não tiverem meios para quitar suas dívidas poderão recorrer aos empréstimos sob penhor de jóias para não entrar na lista dos inadimplentes. Tradicionalmente uma grande quantidade de débitos se concentra no mês de janeiro e quem não se planejou durante o ano para essas despesas adicionais corre o risco de ter o nome nas listas de consumidores inadimplentes, como a Serasa.

No primeiro mês do ano são cobrados impostos como IPTU, IPVA, gastos escolares com os filhos e as faturas do cartão de crédito do Natal e das férias. É nesse momento que você deve ter cautela e evitar entrar no cheque especial ou parcelar as dívidas no cartão de crédito, que podem cobrar juros de até 10,36% ao mês, conforme dados da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade). A alternativa seria utilizar empréstimos pessoais sob o penhor de jóias, com vantagens de encargos menores e pouca burocracia.

Juros mais baixos

A Caixa Econômica Federal é atualmente a única instituição financeira no país que faz operações de penhor. Os prazos de financiamento variam entre 28, 56 e 84 dias. Em todos os casos o valor do financiamento está limitado a 80% do valor de avaliação do bem a ser penhorado, não podendo ultrapassar o teto de R$ 80 mil por pessoa. Vale lembrar que existe um valor mínimo de financiamento, de R$ 50 ou o equivalente a 10% do valor de avaliação do bem, o que for maior.

No que diz respeito aos juros esta é uma das modalidades mais baratas disponíveis no mercado, com juros em torno de 2,57% a 3,22% ao mês, abaixo, inclusive dos CDC (Crédito Direto ao Consumidor) cuja taxa média em novembro estava em 3,70% ao mês segundo informações da Anefac.

Para ter acesso a esse tipo de financiamento é preciso ser maior de 18 anos, ter RG, CPF e um comprovante de residência original e as jóias para penhorar, não sendo sequer necessária uma ficha cadastral.

Atraso pode levar à perda do bem

Pela lei do mercado, quanto maior o risco de inadimplência mais alta a taxa de juros cobrada. Nesse sentido, os bens servem como garantia às instituições financeiras, diminuindo, com isso, o risco do financiamento e conseqüentemente possibilitando uma redução dos juros.

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Por outro lado, se o empréstimo não for pago em dia, ou se o contrato não for renovado, você poderá ter as jóias ou bens penhorados encaminhadas para leilão, sem o direito de poder requerer as perdas ocorridas.