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SÃO PAULO – A crise financeira global ainda não chegou às escolas particulares do estado de São Paulo. Mesmo nos meses em que ela mostrou suas garras, em novembro e dezembro de 2008, a inadimplência do setor foi abaixo do que a registrada um ano antes.
No ano passado, a inadimplência ficou em 8,64%, enquanto em 2007 ela ficou em 8,91%. Entre novembro de 2007 e de 2008, a taxa passou de 10,86% para 9,77%, enquanto entre os meses de dezembro, ela foi de 9,68% para 9,47%.
“Além da inadimplência caindo, ainda estamos aumentando o número de alunos”, afirmou o presidente do Sieeesp (Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino no Estado de São Paulo), Benjamin Ribeiro da Silva. A inadimplência do setor está em queda, nos últimos anos, principalmente por causa da melhoria da economia do Brasil. Mas, de acordo com Silva, ainda é alta para as escolas.
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Mês a mês
Confira abaixo o desempenho da inadimplência a cada mês do ano passado e de 2007:
| Mês | 2007 | 2008 |
| Janeiro | 8,32% | 5,09% |
| Fevereiro | 9,46% | 6,15% |
| Março | 7,13% | 7,05% |
| Abril | 7,57% | 8,70% |
| Maio | 7,87% | 9,35% |
| Junho | 8,80% | 10% |
| Julho | 10,14% | 9,03% |
| Agosto | 8,67% | 9,15% |
| Setembro | 9,45% | 9,56% |
| Outubro | 9,93% | 9,65% |
| Novembro | 10,86% | 9,77% |
| Dezembro | 9,68% | 9,47% |
Fonte: Sieeesp
Apreensivos
Com a crise que se instaurou, Silva afirmou que o setor está bastante cauteloso. “Nós sabemos que a crise está aí, pronta para estourar. Estamos apreensivos e dizendo para as escolas que cortem seus custos”.
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A grande preocupação das escolas é de que a crise provoque desemprego. No mês de dezembro, dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostraram que a taxa de desemprego foi de 6,8%, inferior à de novembro e de dezembro de 2007. A expectativa, porém, é de alta nessa taxa nos primeiros meses de 2009.
A inadimplência causa desequilíbrio nas contas das escolas porque, de acordo com o presidente do sindicato, mesmo que as mensalidades não sejam honradas, as instituições de ensino são obrigadas a pagarem 40% do valor de cada uma delas em tributos ao governo.