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Custo de vida em SP desacelera para 4,05% em 2009

Resultado é o segundo menor em dez anos. Em 2008, o índice ficou em 6,11%. Somente o cigarro encareceu 22% no ano passado

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SÃO PAULO – O ICV (Índice de Custo de Vida) da cidade de São Paulo apresentou variação de 4,05% no ano passado – índice menor que o registrado em 2008, quando ficou em 6,11%. A taxa, segundo dados divulgados nesta terça-feira (12) pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), é a segunda menor dos últimos dez anos.

De acordo com o Dieese, os aumentos mais acentuados partiram do grupo Despesas Pessoais, cujos preços subiram 10,80% em 2009. Educação e Leitura e Habitação também influenciaram a alta do ICV no ano passado, pois variaram 7,8% e 5,78%, na ordem.

Os grupos Saúde (3,34%), Transportes (3,22%) e Alimentação (2,95%) também apresentaram alta, só menor do que a da média geral. No sentido contrário, Vestuário (-2,19%) e Equipamento Doméstico (-1,16%) influenciaram o índice com pressões negativas.

Cigarro puxou aumento
Analisando por itens, dentro do grupo Despesas Pessoais, o subgrupo fumo e acessórios (21,63%) foi o grande destaque do ano, sendo que o aumento do preço do cigarro (22%) puxou a alta do subgrupo.

Outro fator que elevou o custo de vida dos paulistanos foi o reajuste em educação, de 8,02% em 2009.

A elevação dos preços do grupo Habitação deve-se à elevação dos custos com locação, impostos e condomínios (7,38%), operação do domicílio (5,66%) e conservação (3,4%).

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Com relação às quedas, os itens roupas (-3,94%), rouparia (-3,60%), eletrodomésticos (-3,32%) e móveis (-0,41%) foram as principais influências negativas para o ICV em 2009.

Dezembro
Somente em dezembro, o índice apresentou alta de 0,08%. Segundo o Dieese, esse resultado mostra um comportamento “surpreendente” do índice, uma vez que, nos últimos três meses, o ICV apresentava resultados crescentes e acima de 0,27%.

O que fez com que o custo de vida dos paulistanos registrasse estabilidade foi a variação do grupo Alimentação (0,02%). As quedas dos índices dos grupos Equipamentos Domésticos (-0,42%) e Habitação (-0,06%) foram as principais influências negativas, contribuindo para a pequena elevação do último mês do ano.

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Frente a novembro, quando o índice registrava alta de 0,60%, houve desaceleração de 0,52 ponto percentual.

Destaques em dezembro
De acordo com o Dieese, as grandes pressões inflacionárias em dezembro partiram dos grupos Transportes (0,28%), Saúde (0,28%), Educação e Leitura (0,13%) e Alimentação (0,02%).

Segundo a entidade, o aumento do índice do grupo Saúde deve-se, principalmente, ao aumento dos preços do subgrupo assistência médica, que variou 0,35% no último mês do ano, por conta do aumento nos seguros e convênios médicos (0,41%).

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No grupo Educação e Leitura, a elevação foi determinada pelo subgrupo livros didáticos, que registrou aumento de 4,24% em dezembro último. Segundo o Dieese, os reajustes das mensalidades escolares de 2010 devem incidir no ICV de janeiro.

No grupo Alimentação, a pequena elevação foi determinada pelo subgrupo in natura e semielaborados, que registrou queda de 0,14%, seguido da indústria alimentícia, cujo recuo foi de 0,02%.