Conteúdo editorial apoiado por

Criada comissão para garantir aprovação da Lei Geral de Seguros já em 2012

Uma comissão com 26 parlamentares está na fase de indicação de nomes pelos partidos, aponta Viver Seguro

Publicidade

SÃO PAULO – Com o objetivo de garantir a aprovação da Lei Geral de Seguros já em 2012, está se recriando uma Comissão Especial na Câmara dos Deputados.

De acordo com o Viver Seguro, portal oficial da CNSeg  (Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização), uma comissão com 26 parlamentares está na fase de indicação de nomes pelos partidos. A entidade terá a tarefa de avaliar, debater e fazer aperfeiçoamento no projeto 8034/10, apensado ao PL 3355/2004, de autoria do ex-deputado e atual ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo.

Mercado segurador
Segundo o presidente da Fenacor (Federação Nacional dos Corretores de Seguros Privados e de Resseguros, de Capitalização, de Previdência Privada, das Empresas Corretoras de Seguros e de Resseguros), Armando dos Santos Jr, a legislação vai alterar profundamente o funcionamento do mercado segurador.

Para o jurista Marco Carvalho, ex-assessor de Cardozo, uma das principais polêmicas do projeto é a distinção entre corretor de seguros e agenciador. Carvalho entende que não existem confusões quanto aos papéis de cada um, lembrando que no projeto há artigos específicos para distinguir os dois profissionais.

Ainda questionando alguns pontos do projeto, o jurista frisou que o PL não aumenta deveres e responsabilidade dos corretores, apenas atua de forma a sistematizar as responsabilidades de cada um, o que na legislação atual não está claro.

Além disso, Carvalho pontua que o corretor é o único intermediário legítimo dos contratos de seguros pelo projeto, condição que assegura ao corretor o direito da comissão de intermediação e sua proibição para o agente ou angariador, que são prepostos das seguradoras.

Continua depois da publicidade

Atribuições do corretor
O jurista ainda coloca que é dever do corretor identificar o risco do segurado, recomendar as garantias, selecionar a apólice mais adequada ao consumidor e acompanhar a liquidação do sinistro e a renovação do contrato. Para ele, enumerar as tarefas é fundamental, no sentido de impedir que o corretor seja responsabilizado por erros de terceiros.

Por sua vez, o deputado Moreira Mendes pontua que uma legislação específica do mercado é fundamental. Mendes ainda lembra que todos os países desenvolvidos e emergentes já mudaram ou reformularam legislações antigas de seguros. Ele entende que também o Brasil tem de modernizar a atualizar sua legislação de seguros.

O presidente da CNseg, Jorge Vieira, acredita que o Código Civil e o CDC (Código de Defesa do Consumidor) já provocaram uma mudança positiva no comportamento do mercado, levando o setor a estar entre um dos menos acionados na Justiça.

Continua depois da publicidade

Vieira, porém, cobra a criação de um marco regulatório do mercado, o que significa revisão do decreto lei 73/63. Nesse sentido, ele anunciou que a CNseg criou uma comissão para estudar o tema e convocou todos os pares do mercado a discutir o anteprojeto alinhavado pelas seguradoras, para que se crie uma legislação efetivamente moderna para o mercado.

A CNseg defende a transformação da Susep (Superintendência de Seguros privados) em uma espécie de agência reguladora, fazendo-a cuidar não só da fiscalização, mas também de medidas de fomento do mercado.