Crescimento de financiamento não deve aumentar inadimplência

Conclusão é de estudo da Accenture; em cinco anos, crédito chegou a R$ 237 bi e inadimplência ficou estável

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SÃO PAULO – De acordo com estudo realizado pela Accenture- empresa global de consultoria, tecnologia e outsourcing – a partir de dados fornecidos pelo Banco Central, o crescimento de produtos de financiamento ao consumo para pessoas físicas não deve influenciar nas taxas de inadimplência do país.

Segundo o levantamento, em cinco anos, o volume de contratações para produtos de financiamento para consumo passou de R$ 70 bilhões para R$ 237 bilhões. No mesmo período, o índice de inadimplência se manteve estável, com 6,7% do volume total.

Para o executivo da Accenture responsável pelo estudo, Armando Gonçalves, a estabilidade inflacionária, o crescimento econômico e a administração do governo são explicações para o baixo risco de não-pagamento. “Isto se deve à estabilidade inflacionária e ao crescimento econômico, que impulsionaram a tomada de crédito no país (…) os mecanismos de proteção frente a um eventual descontrole nas taxas de inadimplência são bem administrados pelo governo, que atua com o apoio da indústria bancária na fiscalização de riscos”, disse.

Crédito

Ainda conforme o estudo, no total, foram concedidos, somente em 2007, R$ 314,374 bilhões de financiamentos para pessoas físicas, sendo o setor privado responsável por mais da metade deste valor (R$ 173,761 bilhões).

Em seguida, estão o crédito estrangeiro e o financiamento público, com R$ 87,749 bilhões e R$ 52,865 bilhões, respectivamente.

Produtos

O estudo constatou que, do total de crédito pessoal contratado entre 2003 e 2008 (R$ 237 bilhões), 42% tiveram como destino produtos de modalidade pessoal, enquanto 34% foram para a aquisição de veículos.

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Estes dois itens, somados ao cartão de crédito, foram responsáveis pelo aumento de 26,1% dos financiamentos nos últimos 12 meses. “Tal fato está amplamente associado ao aumento de prazos e na melhor adequação de instrumentos financeiros ao mercado, em especial na modalidade consignada”, diz Gonçalves.

Os outros itens foram cartão de crédito (7%), cheque especial (6%) e aquisição de bens (5%).